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“O meu filho prefere os amigos!”

É usual ouvir os pais dizerem que os seus filhos preferem os amigos aos pais. Esta questão torna-se mais evidente na adolescência, quando as relações de amizade se constituem num dos principais fatores para a construção da identidade, definição de opiniões, valores e ideais sobre o mundo que os rodeia e sobre os outros.

Desta forma, os amigos assumem um papel de extrema importância na vida dos adolescentes, podendo-se estender nas etapas de vida seguintes.

Na verdade, é comum dizer-se que os amigos são a família que escolhemos para a vida, certo?

Eles assumem um papel complementar ao da família e, em algumas fases, uma importância consideravelmente maior. Os amigos proporcionam a sensação de diversão, conforto, segurança e confiança e com eles pretende-se descobrir o mundo, de forma diferente daquela que se faz com os pais: procuram novas aventuras, correndo riscos e afirmando a sua identidade.

Na adolescência, por exemplo, vive-se tudo de forma intensa e os laços aí criados são muito fortes. Nesta fase, é habitual os pais passarem a ser alvo de críticas e questionamentos e surge uma enorme necessidade de se procurar grupos de referência, com os mesmos gostos e interesses, fora do contexto familiar. Este é um processo “normal” de socialização, que deve ser respeitado pelos pais, embora estes se sintam cada vez mais afastados dos filhos.

Por isso, é importante que os pais compreendam e aceitem o papel fundamental dos amigos na vida dos filhos. Devem incentivá-los a criar amizades e acompanhar de perto esses relacionamentos, de forma a acautelar os diversos perigos. Esta é uma tarefa desafiante para os pais mas fundamental para o desenvolvimento saudável dos filhos.

Para finalizar, dizer que os pais terão sempre um papel essencial na vida dos filhos, nunca deixando de ser sempre uma fonte de suporte, companhia, afeto, segurança e apoio, independentemente da quantidade de amigos que os filhos tenham.


Autor: Elisabete Costa
DM

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3 fevereiro 2022