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Nova edição do Missal

1. Uma Nota Pastoral do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), datada de 02 do corrente mês de fevereiro, informa entrar em vigor no próximo dia 14 de abril, Quinta-Feira Santa, uma nova edição do Missal usado na Missa, o chamado Missal Romano.

2. Em relação à que atualmente se utiliza esta edição apresenta diversas novidades:

Oferece novos formulários no Próprio do Tempo (vigílias da Epifania e da Ascensão), no Santoral (celebrações entretanto introduzidas no Calendário) e nas Missas para diversas necessidades e votivas.

No tempo da Quaresma, cada dia passa a dispor de uma específica Oração sobre o Povo.

Os formulários do Tempo Pascal ganham variedade com novas orações tomadas dos antigos Sacramentários.

Um novo prefácio dos santos mártires vem enriquecer a ação de graças da Igreja…

No Ordinário da Missa dispomos agora de maior variedade nas saudações, no ato penitencial, no convite à oração sobre as oblatas, na introdução ao Pai nosso, nas fórmulas de despedida da assembleia no final da celebração.

Também se procurou melhorar o acesso a formulários e preces que agora têm uso mais facilitado, como o rito para a bênção e aspersão (agora nos ritos iniciais) e as várias Orações eucarísticas que passam a figurar no final do Ordinário da Missa, bem no centro do Missal.

3. Outras novidades:

É retomada a tradicional conclusão plena da Oração coleta: «Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos».

Para as restantes orações introduz-se a cláusula mais breve, tornando-as mais fluentes: «Por Cristo, nosso Senhor».

Integra o nobre serviço das artes numa superior arte de celebração, que é urgente cultivar e incentivar. Disso são exemplo as novas gravuras de um artista do nosso tempo que pretendem abrir a oração da Igreja à beleza da contemplação.

Também por isso se inclui a música nos lugares próprios, onde o canto a reclama, para que na celebração – que deve ser modelar no dia do Senhor e nas festas da comunidade cristã – o canto seja mais a regra do que a exceção.

4. Pretende-se que esta nova edição do Missal seja um excelente estímulo para todo o Povo de Deus celebrar e viver melhor a Eucaristia.

Que a celebração seja cada vez mais consciente e menos rotineira.

Que, de modo especial ao Domingo, seja nobre na sua simplicidade, séria e bela.

D. José Cordeiro vê aí ocasião de “consolidação da reforma litúrgica” e da “urgente necessidade da formação litúrgica.”

5. A entrada em vigor do novo Missal pode ser um convite a que, mais uma vez, tomemos consciência da forma como participamos na Missa.

Lembra que a sua, cada dia mais digna, celebração depende de todos os que nela participam: presidente e assembleia. Depende da forma como se exercem os diversos ministérios: de acólito, de leitor, de cantor, de salmista, de ministro extraordinário da comunhão.

Que o novo Missal não seja apenas mais um livro para substituir alguns que se encontram com mau aspeto.

Que o exercício dos diversos ministérios seja verdadeiro serviço à comunidade e não pretexto para exibicionismos.

Que a animação coral contribua, de facto, para melhor vivência da Eucaristia.

Dir-me-ão serem desnecessários tais alertas. Ainda bem. Pessoalmente, reconheço ter coisas a corrigir. Mas sou eu.

6. Há quem se preocupe com a duração da Missa. Que se lhe dê o tempo necessário para que decorra com muita dignidade. Nada de correrias.

Tudo deve ser pensado, programado e preparado atempadamente.

Não é depois de a celebração ter principiado que se procuram os cânticos ou se preparam as leituras, por exemplo.


Autor: Silva Araújo
DM

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17 fevereiro 2022