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Nem a pandemia nos separa de Cristo

  1. Nestes tempos tão incertos – como talvez nunca tenhamos visto – «quem nos poderá separar do amor de Cristo?» (Rom 8, 35).

A esta pergunta, que Paulo nos faz, somos interpelados a olhar para tanta coisa que a vida nos traz.

  1. Ele próprio enuncia «a tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez ou a espada» (Rom 8, 35).

Tudo isto é efectivamente perigoso, mas nem isto é suficiente para separar Cristo da nossa gente.

  1. Hoje em dia, poderíamos acrescentar a pandemia. Mas nem a pandemia nos separa de Cristo nem tão-pouco nos rouba a alegria.

A pandemia é um grande drama, que temos de defrontar com o máximo de cuidado.

  1. Em tudo, Cristo é vencedor, pois Ele nos cobre com o Seu amor. Ele está sempre ao nosso lado. Ele traz-nos o amor do Pai que vence o mal, a morte e o pecado.

É este o pão que nos sacia e que, para sempre, nos devolve a alegria. Agora, não podemos formar multidões, mas sentimo-nos parte da multidão que segue Jesus.

  1. O Senhor encheu-Se de compaixão e curou doentes. O Senhor é a compaixão viva. Ele compadece-Se de nós e escuta continuamente a nossa voz.

Também hoje nos vai curar de todas as enfermidades que carregamos neste tempo sem par.

  1. Não hesitemos em pedir-lhe a cura desta pandemia que tanta perturbação traz ao nosso dia-a-dia.

Mas o Senhor quer agir através de cada um de nós. É a nós que, nesta hora, Jesus manda dar de comer (cf. Mc 6, 37).

  1. O pão que temos para oferecer é o próprio Jesus que tanto tem para nos dizer.

Demos, então, Cristo aos nossos irmãos e aprendamos a todos dar as mãos.

  1. Só em Jesus Cristo, a humanidade se transformará numa verdadeira fraternidade.

Ele abre as Suas mãos e sacia a nossa fome. Naquele tempo, todos ficaram saciados. Neste tempo, todos devem ser muito amados.

  1. Levemos Cristo-Pão em forma de gesto de amor a cada irmão. Há muito abandono e solidão a clamar por um gesto de doação.

Já o profeta Isaías nos convida, em nome do Senhor, ao festim da refeição que Ele mesmo põe à nossa disposição (cf. Is 55, 1).

  1. Precisamos de uma «revolução espiritual» que inaugure no mundo uma era sem igual. Apesar das adversidades, entreguemo-nos a Deus e, em Deus, doemo-nos também aos filhos Seus.

Que Maria, Mãe da Esperança, nos cubra com fé e confiança!


Autor: Pe. João António Pinheiro Teixeira
DM

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18 agosto 2020