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Momentos e figuras

Oano que terminou foi marcado, desportivamente, por vários acontecimentos que fazendo parte do “quotidiano” deixaram a sua marca. Para o futuro é sempre importante não esquecer o passado. E nesta minha reflexão do que foi o ano existem pessoas, figuras, momentos marcantes que devemos enaltecer, refletir e extrair algumas ilações para o que aí vem. Claramente que o ano fica marcado pela Braga Cidade Europeia do Desporto de 2018. Um ano intenso, que não poderá encerrar, mas que deverá servir para alavancar o futuro desportivo da cidade. A figura desportiva do ano foi Jorge Braz, treinador da seleção nacional de futsal. Uma pessoa extraordinária, um excelente profissional, que Braga viu crescer no desporto e que, depois de ser campeão europeu, elevou Portugal para o cume da modalidade. Jorge Braz, a sua equipa técnica e as estrelas da companhia, especialmente Ricardinho, construíram um cenário que poucos acreditavam. No entanto, existem outras figuras que eu gostaria de evidenciar, nomeadamente: Fernando Pimenta, campeão do Mundo de canoagem. O atleta limiano tem feito uma carreira recheada de títulos e à semelhança do que acontece nas provas, a cada pagaiada, eleva o seu estatuto dentro da modalidade e é uma referência desportiva universal. João Sousa, tenista vimaranense, ao vencer a edição do Estoril Open, abriu uma página histórica na modalidade e no desporto português. No atletismo, Inês Henriques e Nélson Évora, tiveram prestações extraordinárias no campeonato europeu, realizado em Berlim, colocando o nosso País no ponto mais alto do pódio da marcha e do triplo salto, respetivamente. Outra figura de destaque, mais a nível interno, foi Miguel Maia. Um atleta de referência do voleibol, que tem prolongado a sua carreira de forma extraordinária, mas com um nível de desempenho elevadíssimo. Liderou e recolocou o Sporting CP, 24 anos depois, na lista dos vencedores dos campeonatos da 1.ª Divisão. Também a seleção nacional de futebol sub-19, merece uma referência pelo título europeu. E, igualmente, a seleção nacional de futsal feminina que venceu os Jogos Olímpicos da Juventude, realizados em Buenos Aires. A nível internacional, a seleção gaulesa de futebol, foi a equipa em maior destaque ao vencer o Campeonato do Mundo, realizado na Rússia. Um campeonato em que prevaleceu o valor coletivo e a irreverência de muita juventude com qualidade. Nem tudo correu bem. E como não podia de deixar de o referir, existiram dois momentos que marcaram, e muito, negativamente, o ano desportivo. O primeiro momento foi protagonizado pela Serena Williams. Não pela contestação, mas acima de tudo pela forma e por tudo aquilo que ela quis extrapolar de uma (boa) decisão do árbitro português Carlos Ramos. Fazer de uma decisão desportiva e daquele episódio, em particular, um caso de segregação sexista é algo que considero um abuso grave. O outro episódio negativo do panorama desportivo foi “Alcochete”. A invasão do centro de estágio e todos os episódios que se sucederam são a antítese dos valores que devem influenciar, e fundamentam, o fenómeno desportivo. Aproveito a oportunidade para desejar a todos um ativo e bom ano.
Autor: Carlos Dias
DM

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4 janeiro 2019