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Gala de Gverreiro

O SC Braga sublinhou mais um aniversário através da realização da gala Legião de Ouro, realizada, uma vez mais, no magnífico espaço do Theatro Circo de Braga. A apresentação esteve a cargo de Iva Domingues, alguém que sente e vive este símbolo como verdadeira adepta, pelo que não espantou que surgisse em palco trajada de vermelho.

A abertura do espetáculo foi feita por um absoluto Gverreiro, Valter Freitas, ele que é um autêntico embaixador na capital e que terminou, mais tarde, o evento de modo apoteótico, levando os presentes a cantarem emotivamente o hino do SC Braga, com a ajuda preciosa do seu violoncelo.

Quanto à entrega dos prémios, começou com a braguista Mariana Machado a ser reconhecida como atleta do ano, ela que um dia destes termina o curso de medicina na Universidade do Minho, mostrando que é possível ser atleta de excelência e estudante de um curso de grande exigência. O prémio relativo à Cidade Desportiva foi atribuído a João Vasconcelos, um jogador a quem se augura um largo futuro e que é mais um adepto nas horas vagas.

O prémio de reconhecimento foi entregue a Bê Martins, que é o melhor jogador do mundo de futebol de praia, na atualidade. Esta é a agnição individual da sua competência, mas também de um projeto vencedor, liderado por Bruno Torres, que tem oferecido muitos títulos às vitrines brácaras.

O prémio de revelação, proveniente da Cidade Desportiva, foi atribuído a Vitinha, cujo discurso de continuação em Braga provocou risos generalizados, uma vez que já mora em Marselha, onde irá prosseguir a sua carreira. Parabéns a este menino de Cavez, que simboliza na perfeição o espírito Gverreiro e que será, acredito eu, mais um adepto em terras gaulesas a partir de agora. A distinção de futebolista do ano foi justamente entregue a Matheus, um caso raro de longevidade e dedicação ao SC Braga, onde chegou ainda com tenra idade, sendo agora uma das referências do balneário bracarense, cuja expressão máxima surge na sua já célebre frase “aqui é Braga”. Como treinador do ano foi distinguido Carlos Carvalhal, em especial pelo reconhecimento do seu trabalho e pela conquista da terceira Taça de Portugal para o clube do seu coração, cumprindo o seu sonho de braguista.

A distinção de Gverreiro de Ouro e Mérito foi entregue a Ricardo Horta, sendo que as palavras começam a ficar curtas para definir a importância que o enorme Capitão bracarense tem na história do SC Braga, onde é, entre muitas outras coisas, o melhor marcador do clube em todas as competições, mostrando como é um grande profissional. Há ainda as distinções de José Carlos Macedo, que terminou a sua carreira no desporto adaptado, onde conquistou imensos títulos para o clube e para o país, da Delta como parceiro do ano, onde foi uma honra ouvir as palavras inspiradoras do “jovem” Comendador Rui Nabeiro, bem como o reconhecimento do apoio em momentos difíceis bracarenses de Joaquim Oliveira e do sócio Evaristo Gonçalves, cuja distinção reconhece a importância dos sócios na Legião do Minho.

Por fim, sublinho a maior ovação da noite feita ao premiado Diogo Casimiro que superou uma doença grave e conseguiu, dessa forma, o maior troféu da sua vida e encara agora o futuro com um sorriso largo.

Desta vez não falo de futebol, ainda que tenha apoiado ao vivo o desempenho arsenalista, em nova viagem feita a Lisboa, poucos dias depois de ali ter estado em luta pela valorização da carreira docente e da recuperação do respeito perdido, em defesa da Escola Pública de qualidade.


Autor: António Costa
DM

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2 fevereiro 2023