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Futebol, jogo de enganos e... medicamento

Ojornal A Bola, felizmente, no meio de tantos colunistas (e alguns jornalistas) que defendem apenas os seus (três) clubes, voltou a ter um que apenas defende o futebol, Jorge Valdano. E, foi ele que recentemente nos presenteou com algo lapidar para definir o jogo: “o talento futebolístico, vive do engano, quanto melhor é o jogador, melhor engana” e, logo depois, acrescenta “é um sinal de mediocridade ver um jogador fazer aquilo que parece que vai fazer”. Infelizmente, o nosso futebol não está a ser reconhecido pelos enganos de talentosos futebolistas, mas sim, por enganos e mediocridade permanente de árbitros e dirigentes que fazendo aquilo que parece que vão fazer… descredibilizam, ainda mais, o futebol. Vemos dirigentes que ao invés de defenderem o produto que lhes dá sustento (eles vivem do e para o futebol) andarem permanentemente a “dar tiros nos pés”. Como é possível as críticas do presidente de um clube, à vídeo arbitragem de um jogo, originarem a imediata suspensão do visado com a conivência dos dirigentes da classe. O papel esperado dos dirigentes arbitrais seria defender o árbitro, preparando-o melhor, INDEPENDENTEMENTE do símbolo do clube queixoso. Fazê-los perceber que penalizador é o ERRO, e não o CLUBE contra quem erram. O problema mesmo, e os árbitros já o sabem, é que só têm proteção quando os prejudicados não têm imprensa nem poder público e político para os defender. Por tudo isto, já escolhi quem apoiar amanhã, na final: a equipa de arbitragem. Espero que sejam os melhores em campo, penalizando convenientemente, faltas de respeito, simulações, entradas violentas e atitudes incorretas nos bancos. Só assim, voltarão a ter alguma credibilidade. Um digno funcionário do SCB explicou-me que o motivo de na “f4nzone” haver uma incorreta contabilização de troféus do nosso clube (não contabilizando a TAÇA F.P.F.) se deve ao facto de a própria F.P.F. não reconhecer esse título. Importa-se de repetir? A Federação que organiza uma prova nacional com 16 clubes da 1ª divisão divididos em 4 grupos, não reconhece o título conquistado? E a direção do SCB, come e cala? Então, sugiro que em vez de se preocuparem apenas com arbitragens que nos tiram de finais, se preocupem também com instituições que não contabilizam troféus. Fosse um clube do “trio” a tê-lo conquistado e veríamos se não era reconhecido para ser usado naquelas lutas de “a minha ... é maior que a tua”. E já que falo da cúpula diretiva da F.P.F., sugiro ao meu amigo André Seabra, diretor da Portugal Football Scholl, que apresentou um estudo a validar o futebol recreativo como medicamento para a prevenção de diversas doenças, a realização de um novo estudo. Usando como amostra os líderes do futebol nacional (Federação/Liga/Clubes/Associações...) onde reside, em meu entender, o principal problema do nosso futebol, incentiva-os a alterar posturas e comportamentos na tentativa de salvar o… medicamento. É difícil, eu sei, pois a amostra é imensa ao coincidir (quase) com o total da população.
Autor: Carlos Mangas
DM

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25 janeiro 2019