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É isto que temos entre portas?!

O que é um comunista? Bem, é alguém que lê Marx e Lenine. O que é um anticomunista? É alguém que entende Marx e Lenine”. Ronaldo Reagan - 40. Presidente dos Estados Unidos (1911-2004)

1 - O Partido Comunista Português (PCP) nunca enganou ninguém. São assim há cem anos e assim serão para todo o sempre. Coerência total neste campo. Ninguém os pode acusar de mudarem de opinião de ânimo leve ou ao sabor da correnteza. Foram estalinistas no passado, estalinistas continuam no momento. E por aí se vão manter mesmo contra ventos e tempestades. Mesmo contra guerras estúpidas e cruéis como em Angola e Moçambique. Mesmo perante uma carnificina monstruosa e uma violação grosseira do Direito Internacional como na Ucrânia. Estão e estarão sempre atados pela ideologia retrógrada das “manhãs que cantam” e “do Sol da Terra”, não importando o sofrimento das pessoas ou a devastação que provocam. Os Estados Unidos e a NATO são os figadais inimigos e os culpados de todo o mal que se passa neste mundo. Não há nada que os faça mudar. Nem agora, com a evidência do genocídio do povo ucraniano, com o êxodo forçado de centenas e centenas de milhares de mulheres, velhos e de crianças e com a destruição física do país os fará alterar a linha da cegueira. E de pensamento. E de afirmação.

2 - O PCP é um partido que está fora de prazo há longo tempo e da órbita pacífica da Europa democrática. Só existe, porque o meu país é demasiado tolerante politicamente e vai aceitando este tumor maligno no seu próprio corpo. Em territórios em que eles, os comunistas, dominam, não há pluralismo. Não há tolerância. O máximo que há, às vezes, é uma simulação democrática restritiva como acontece na Venezuela e em Cuba, cujos adversários são perseguidos e apelidados de inimigos do povo. Esta é a verdade. Portanto, nada há a fazer a este partido que vai presenteando, sem espanto, os democratas nacionais com o absurdo das suas votações no Parlamento Europeu e nos municípios contra a condenação da invasão criminosa da Rússia.

3 - Um partido político, PCP, que defende ainda a luta de classes e deseja e aspira a um regime de “democracia” do partido único; um partido que é contra a livre iniciativa e contra a propriedade privada; que é contra a União Europeia e contra a Economia de Mercado; que é contra a NATO e contra o Euro, não deveria estar integrado num espaço aberto, de liberdade e de pluralidade. Este partido deveria estar fora da democracia nacional, pois está e estará nitidamente fora do tempo e está, claramente, fora das regras do jogo. Nada o faz rever as suas posições ideológicas. É um “outsider” e um oportunista político de um regime que vai tolerando e alimentando a sua existência cívica e democrática, dando-lhe voz e, de certa forma, estatuto e visibilidade. O dr. Costa sabia bem como era o PCP em 2015. Tem lá as suas raízes políticas.

4 - Foi este mesmo partido que em 2015 serviu de bússola e de âncora ao dr. Costa para que este político se agarrasse à bóia do poder e não naufragasse nas águas ácidas da derrota eleitoral que Passos Coelho lhe infringiu. A “normalização” do PCP na esfera do poder foi o custo a pagar pela afronta eleitoral, mas que o salvou do eclipse total da cena política e para sempre.

Aí, nesse tempo, o PCP era elogiado e apaparicado pelos socialistas derrotados. Dizia o dr. Costa em jeito de sufragar a sua alma política: “O actual modelo de governo não só acabou com o chamado “arco da governação” como conseguiu “derrubar o último resquício do Muro de Berlim”. Argumento demagógico e falacioso para encobrir a história atroz dos comunistas e para aliviar a alma de um derrotado. Os mesmos socialistas que os elogiavam e que dormiram com eles em tempos idos, tecem-lhes, agora, os maiores dislates e impropérios. Porquê?

Quererão limpar a consciência do vil e anti-democrático acordo geringoncista? O que faz a sede de poder!


Autor: Armindo Oliveira
DM

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13 março 2022