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Dilúvio na capital

Como nota prévia a este artigo digo que referi, através das redes sociais, que a nomeação do árbitro Luís Godinho para apitar o jogo de Alvalade, referente aos quartos de final da Taça da Liga, tinha tudo para dar asneira, devido ao passado deste juiz com o SC Braga, com prejuízos nefastos, que deveriam levar o universo bracarense a considerá-lo persona non grata. Mas quem perde por números obscenos como aconteceu aos brácaros não deve escudar-se em fatores alheios à equipa para desculpar o indesculpável, pelo que não falarei, em detalhe, sobre mais um mau jogo deste árbitro. A primeira parte do SC Braga traduziu-se uma espécie de falta de comparência, tal o desempenho miserável realizado nesse período, com a agravante de pela frente surgir uma equipa leonina que provocava os erros individuais, que surgiam em catadupa e cujo elevado aproveitamento se traduziu num resultado de 5-0 ao intervalo, não havendo memória de coisa semelhante em tão pouco tempo. Aliás, para a maioria dos adeptos estava batido um recorde negativo em meio jogo, na linda história arsenalista, que por vezes regista estes episódios que não orgulham ninguém. A meia partida realizada foi tão má que parece que tinha chegado à capital, proveniente da província, uma equipa que ficou a contemplar o panorama enquanto o adversário ia marcando golos que ditavam um desnível inaceitável ao intervalo. Neste período do encontro, assistiu-se a um dilúvio na capital que parece ter apanhados desprevenidos vários jogadores vindos de Braga, que não consideraram como deviam os avisos da proteção civil sobre o eventual temporal lisboeta. A segunda parte não teve golos, corrigindo um pouco a fotografia completamente desfocada do período inicial. Mesmo assim, não podemos deixar de sublinhar a péssima imagem deixada num encontro que voltou a colocar o SC Braga fora da Taça da Liga, outra vez através de uma goleada que reflete um somatório indesejado de erros individuais, com prejuízo inequívoco no desempenho coletivo. As declarações sensatas de Paulo Oliveira depois do jogo merecem um sublinhado especial, uma vez que o jogador, fruto da sua experiência, não fugiu às responsabilidades no mau jogo realizado, colocando ênfase positiva no desempenho do jovem Hernâni Infande, pleno de irreverência e audácia que se observa no futebol de rua nesta tenra idade e direcionando o foco no futuro próximo, de modo a evitar que não exista repetição de tão mau desempenho nos tempos vindouros. Uma nota adicional para a época que o futsal do SC Braga está a realizar, que enche de orgulho a Legião do Minho. A equipa bracarense tem acumulado resultados positivos e deixa água na boca aos braguistas, ávidos de notícias que tragam algum conforto às suas almas. Nesta jornada houve um vendaval favorável nas Caxinas, que se traduziu numa goleada de 4-0, que consolida a boa campanha realizada até ao momento. Faço votos para que estes bons ventos continuem a soprar na quadra bracarense. Por fim, aproveito para desejar um Bom Natal a todos, com especial referência aos braguistas, que vão cear com um travo amargo, provocado pelo desaire do último jogo antes do início da festa natalícia, e a todos os leitores deste espaço de opinião. Bem hajam.
Autor: António Costa
DM

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22 dezembro 2022