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A política de imigração e o Exemplo Estrangeiro

Em Outubro de 2018, há cerca de 4 anos, alertava num texto aqui escrito sobre a necessidade de Portugal ter uma política ativa de imigração.

Referi também, na ocasião, a minha intervenção no Congresso do PSD de Lisboa, em frente aos congressistas e ao Presidente do Partido, pelo fraco crescimento demográfico de Portugal.

Referi aí expressamente que “ainda recentemente um estudo, baseado em dados do INE, concluía que em 2017 houve mais 24 mil mortes do que nascimentos, e que em 2080 existirão apenas sete milhões de portugueses.”

Alertava também para o problema grave para Portugal, quando comparado também com outros países, dando o exemplo de Espanha que tem cerca de 47 milhões de habitantes, da França com 67 milhões, ou da Alemanha 83 milhões de habitantes e mesmo também com outros países mais próximos geograficamente de nós como a Grécia, Hungria, a Suécia tem um número de habitantes semelhantes ao nosso.

Escrevi também:

Um dos maiores desafios de Portugal, que atravessará gerações e governos, é inverter a tendência de forte diminuição de portugueses num futuro já bem próximo”.

Ainda bem que, agora, a política de imigração e o combate ao nosso inverno demográfico é uma das bandeiras do PSD.

Defendia, desde há 4 anos, que Portugal, para combater o nosso inverno demográfico, os problemas graves da segurança social, bem como do emprego, necessita de saber atrair, receber e ter políticas de acolhimento de imigrantes que aqui se estabeleçam, tenham condições de permanecer, trabalhar, ter filhos, que queiram ter vontade de ser portugueses e se identifiquem com a nossa cultura e valores como Nação.

As novas medidas deste governo relativamente à imigração, apesar de algumas das suas virtudes, se não tiverem em consideração muitas outras questões, serão um dos fatores de grande instabilidade social em Portugal, com graves repercussões criminais.

Penso ser claro para todos que este desiderato só se consegue com os povos dos países que tenham mais afinidade cultural com o nosso e refiro-me expressamente aos países onde se fala português. A integração dos povos desses países é muito mais fácil e comungamos valores muito mais próximos do que com países muçulmanos, hindus ou oriundos de culturas e civilizações muito distantes da nossa...

Não é preciso descobrir a roda e é só observar os graves problemas sociais e criminais que acontecem em países europeus que permitiram a entrada de povos que nunca se quiseram integrar e olham com desprezo – e muitas vezes com ódio – que os acolheu.

As medidas de imigração portuguesa não podem ser indistintas, generalistas não deixarem de dar prevalência a imigrantes de países de língua portuguesa ou com afinidades culturais e civilizacionais.

É evidente que um adequado controlo fronteiriço é indispensável. Controlo nas fronteiras que impeça a entrada de pessoas com um historial ou aproximação ao crime e cuja passado é sinónimo de graves problemas no futuro.

Se o governo socialista não tiver em atenção todos estes pontos, verão as pessoas apoiar cada vez mais forças extremistas, como acontecem com outros países onde o povo chegou ao limite da aceitação.

É importante que a esquerda que nos governa deixe cair “os amanhãs que cantam” e que o que tem acontecido bem perto de nós, constitua um choque de realidade que os obriga a deixar medidas ideológicas balofas e ir de encontro ao interesses do nosso povo.


Autor: Joaquim Barbosa
DM

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28 setembro 2022