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A família humana e a sua dimensão

A família humana está espalhada por todo o orbe com fronteiras ou sem elas. Somos irmãos da mesma raça, independentemente da cor, localização, condições e costumes. Somos seres humanos dotados de liberdade e razão e possuímos basicamente os mesmos direitos, embora na prática eles nem sempre sejam reconhecidos. É nossa condição vivermos unidos para alcançarmos as melhores condições de vida. De facto, não é isso que acontece. Há fronteiras a mais e obstáculos que impedem uma justa aproximação. O que se passa nos últimos tempos a nível internacional é demasiado negativo e não favorece a união, colaboração e proveito. É difícil esquecer as imagens que, desde há anos, invadem o nosso sossego familiar e pessoal. É o Brexit com os seus tons de funeral e uma personagem que se move em todos os sentidos para conseguir objetivos cheios de fantasia e trapalhada. Theresa May tem andado numa roda viva no seu reino e fora dele. A pobre mulher se não acalma pode acabar num hospital ou sanatório. Em dezembro houve votação no Parlamento Britânico para a saída do Reino Unido da EU. De entre os deputados que se manifestaram contra o acordo estiveram 118 conservadores do próprio partido de May. “Nunca tantos deputados se revoltaram contra o seu próprio partido num voto parlamentar. Este foi o voto mais importante a acontecer na Câmara dos Comuns desde o início do novo milénio. Há quem diga até que foi o mais importante desde a Segunda Guerra Mundial porque a influência do resultado que saiu dos corredores do Palácio de Westminster vai estender-se para lá das fronteiras do país onde o voto aconteceu - e durante décadas vamos continuar a falar dele”. O Reino Unido é um Estado deveras importante. Teve muita importância no mundo. Quer dar a impressão de que não necessita de outros países e organizações. Considera-se superior a tudo e a todos. Mas esquece que a humanidade é uma família em que todos necessitam uns dos outros. Não é fechando fronteiras que se enriquece, mas abrindo-se a outros países e com eles promover o bem-estar e o enriquecimento de todos. Há necessidades de saúde, alimentação e vida que só num intercâmbio de todos se conseguem. Há outro Estado que segue um caminho semelhante: os Estados Unidos da América. O grande lema é o shutdown, o encerramento de fronteiras. O seu presidente é um homem encerrado no seu mundo de capitais e interesses, repudiando outros países e organizações. Defende um nacionalismo radical que nos lembra o nazismo de Hitler. A família humana quer paz e a solução de problemas de falta de recursos materiais. Conhecemos os efeitos das guerras passadas, sobretudo no século XX, com milhões de pessoas vitimadas por engenhos mortíferos. O mundo não necessita dessas hecatombes. Somos irmãos e devemos praticar a fraternidade e colaboração. Portugal é um país pacífico. Temos governantes que têm uma visão e uma prática saudáveis e amigas em relação a outros povos, sobretudo a nível europeu. Parabéns! O intercâmbio com as organizações tem sido muito positivo, resultando dele benefícios de grande espectro e dimensão.
Autor: Manuel Fonseca
DM

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23 janeiro 2019