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A anacronia de um regime criminoso

A loucura instalou-se no Leste Europeu. Um déspota, antigo dirigente do KGB soviético, polícia política atroz, conotada com o terror e perseguição aos opositores ou até aos simples suspeitos que atentavam contra a ordem estalinista, está a infernizar a vida de um povo que luta há décadas pela Liberdade e pelo progresso. Um povo oprimido e sofredor que conheceu a tirania de um criminoso - Staline - que, nos anos 1932-33, eliminou pela tortura, pela deportação e pela fome mais de 8 milhões de ucranianos. Foi o Holodomor que quer dizer “matar pela fome”, acontecimento histórico triste, dorido e miserável ainda hoje bem recordado e bem presente na memória, na mente e na alma de todo um povo que só quer viver em paz, em liberdade e em democracia.

1 - A Ucrânia tem como vizinho, para sua desgraça e para mal dos seus pecados, a poderosa Rússia governada por um louco, um sociopata, que pretende subjugar este país pelo terror. O tirano Putin bem comparável na metodologia e na acção ao seu modelo político o “Czar Vermelho” quer restaurar o império soviético desmantelado em 1989 pelo colapso do bloco comunista na Europa. Esta potência nuclear, agora, desde 1917 tem oprimido os países vizinhos que a rodeia pelo medo, por uma ideologia retrógrada e persecutória e pelo seu poderio bélico. Uma grande parte destes países libertaram-se das amarras comunistas, da pobreza e da tirania e, hoje, são referências democráticas e estão integrados, de pleno direito, na União Europeia e na economia de mercado. Conhecem e sentem, por isso, momentos de prosperidade e de bem-estar que nunca tiveram no tempo do terror soviético.

2 - Os países ocidentais, desleixados, ingénuos e confiantes, nunca deram a real importância a este perigoso louco. Deram-lhe rédea solta e foram permitindo algumas jogadas atentatórias ao Direito Internacional. Já em 2014 na administração Obama, Putin anexou à Ucrânia a Península da Crimeia e instigou, depois, à revolta dos russófilos na região Leste. A reação do Ocidente, frouxa e calculista como tem sido habitual, pautou-se numa aplicação de uma agenda insalubre de umas “sançõezinhas” para fingir que houve represálias pela acção terrorista desenvolvida por Putin. É claro que esta agenda ridícula e ineficaz teve um efeito motivador para que este ditador continuasse na senda de implantar o terror nos Estados vizinhos. Que o diga a Geórgia.

3 - Agora, o mundo assiste, com pasmo e arrepiado, à invasão de um país soberano, democrático e pacífico. Invasão feita por um assassino apoiado por um enorme potencial bélico e disposto a “queimar” este país e a decepar a sua liderança. Não satisfeito com tamanha “proeza” ainda se dá ao desplante de ameaçar países livres e democráticos como a Suécia e a Finlândia se estes aderirem à Nato, como fosse o dono do mundo. Como é possível a Europa assistir a este repertório bélico inaceitável à luz do século XXI, cuja paz neste continente foi conquistada com enormes e pesados sacrifícios? Como é possível este louco pavonear-se e a ameaçar com o seu arsenal de armas nucleares, perante a passividade de um Ocidente que se limita a debitar sanções em cima de sanções que se espera agora que tenham efeitos práticos significativos?

4 - O Ocidente tem que travar este louco. Como? Usando métodos semelhantes? Não. Usando o seu arsenal bélico? Não. O Ocidente tem que isolar este demónio, expulsando dos seus países todos os embaixadores, cônsules e oligarcas russos como muito bem fez a UEFA em anular a final da liga dos campeões em S. Petersburgo ou a FIA por anular, em Sochi, a corrida de Fórmula Um. Em seguida e quando for possível levá-lo ao Tribunal Penal Internacional em Haia, a ele, aos algozes e aos responsáveis militares, acusando-os e condenando-nos por genocídio e crimes de guerra. Por último, exigir uma exemplar indemnização de guerra pelos danos causados.

5 - Entre portas, temos um partido político desmemoriado, o PCP, que teima em viver no ano de 1917. Um partido que se arrasta numa ideologia completamente desligada da realidade. Um partido marretado, que apoia um louco, não deveria existir num país democrático, como Portugal. A sua existência é uma indignidade é uma afronta à Liberdade, ao Progresso e à Justiça.


Autor: Armindo Oliveira
DM

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6 março 2022