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Go home

O artigo de hoje tem um título abusivo em inglês, na sequência de uma formação que fiz recentemente em Dublin (Irlanda). Nesse período formativo existiram diversas atividades e entre elas a de um fim de tarde dedicado à dança em que o monitor impunha ação num coletivo heterogéneo, utilizando para isso diferentes estratégias. Numa das danças propostas o movimento era determinante e para que o entendimento da mensagem fosse profícuo era dada ordem a dois pares de cada vez, num círculo de pessoas que incluíam os vários países presentes, tendo a opção estratégica recaído sobre a curta frase “go home”, que parecia indicar o caminho de casa aos presentes, sedentos de descanso no doce lar temporário que cada um tinha. O resultado final até foi bastante positivo, atendendo à diversificação do grupo, onde os rostos suados mostravam o esforço desenvolvido.

O SC Braga realizou um estágio em França onde disputou três jogos disputados frente a adversários suíços. O primeiro duelo da época foi realizado frente ao FC Sion e foi coroado de sucesso (3x0), graças aos golos de Simon Banza, Amine El Ouzzani e de Robson Bambu. Seguiram-se mais duas partidas realizadas no mesmo dia, que obrigou a dividir o plantel em dois grupos distintos. Primeiro houve um encontro com o FC Stade Lausanne-Ouchy pela manhã, em que Banza marcou o único golo observado, e pela tarde houve um segundo triunfo frente FC Lausanne-Sport (3x1) em que os golos de Víctor Gomez, Ricardo Horta e El Ouazzani responderam à desvantagem que chegou no dealbar do encontro. Foi a primeira remontada registada, que parece indiciar alguma preparação para certos contextos adversos. Veremos se o futuro confirma essa valência.

Terminado o estágio preparativo em terras gaulesas o SC Braga regressou a sua casa, indo de encontro ao título do artigo, com o sorriso de quem vencera os jogos realizados, que antecedem outros duelos agendados em Portugal, a começar já frente ao Moreirense e com a equipa B, sem público presente nas bancadas, e no próximo domingo em Famalicão, devido à substituição do relvado bracarense, frente aos belgas do Anderlecht.

A outro nível, Portugal terminou a sua participação na fase final do Euro 2024, onde os resultados deixaram uma imagem pálida em relação à real valia da nação valente, se atendermos às individualidades existentes, cuja convocatória final foi bastante duvidosa, pois, numa visão parcial, gostava de ter visto Ricardo Horta no grupo, ao contrário de Roberto Martinez que teve uma opinião contrária e a dele é que valia. A fase de grupos deixou Portugal no primeiro lugar, num grupo bastante acessível tal como acontecera na etapa de apuramento, apesar de terminar de modo preocupante com uma derrota “Georgiana”. A seguir Portugal superou com muitas dificuldades, nas grandes penalidades, a frágil Eslovénia, mantendo-se o modelo frente à França, mas com desfecho contrário. Agora é altura de virar a página, depois da tal derrota injusta frente França, com essa eliminação a castigar a ineficácia portuguesa em momentos determinantes, dando a indicação de “go home”.


 


 

António Costa

António Costa

11 julho 2024