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Ponto por ponto

 


 

 


 

Quanto maior é o poder, mais perigoso é o abuso”. Edmund Burke – filósofo e orador irlandês (1729-1797)


 

1 - O pais esteve totalmente prisioneiro, nas mãos, dos neo-socialistas nestes últimos oito anos e meio. O PS tinha o governo, a Assembleia da República, as entidades reguladoras, o Banco de Portugal, as instituições públicas, a SEDES, o CES, a gestão hospitalar, educativa e administrativa, o Infarmed e toda a organização social, política, cultural. Tudo que cheirasse a controlo do poder, lá estava a mão escondida do neo-socialismo. Tudo. Mesmo tudo. Até o Presidente da República, oriundo de outra área política, fazia bem o papel de colaborador institucional (?). Toda esta trama de asfixia democrática e de recrutamento da “boyada” fora urdida, devagar e devagarinho, e sem levantar ondas para não molhar ninguém. Era o poder total. Só agora com o desmantelamento ocasional desta deriva abusiva do Estado é que se toma visível e a devida consciência como o país estava montado. Ou melhor, controlado.


 

2 - “Não há mal que sempre dure...” diz a sabedoria do povo e foi isso que aconteceu. Tinha que acontecer. Só pecou por tardio. Por apodrecimento. Oito anos e meio a carregar areia de um lado para o outro. Sem nada fazer de útil. Só carregar. Nesta azáfama de futilidades, só escapava a agência de propaganda. Sempre activa, reactiva e competente a adornar e a agigantar as medidas do nada. Nesta área eram peritos e expeditos. No entanto, tempo perdido. Irrecuperável. A ver a concorrência a passar-nos a baba nas bentas. E a propaganda, frenética e orgulhosa, continuava operativa. O país quedava-se para as posições da cauda. Mas, não havia problemas, porque o oásis estava montado. Que este tempo “maldito” sirva, ao menos, de lição para futuro. E de boa lição. E para todos os partidos. Competência e determinação em vez de “boyada”.


 

3 - Os neo-socialistas são assim. Não conseguem acabar um ciclo governativo. Cansam-se. Entram em desnorte. Os “boys”, mobilizados para controlar, asfixiam o poder. Fazem apodrecer as instituições. O exemplo da Santa Casa diz tudo. O insucesso dos neo-socialistas é conhecido desde sempre. Aconteceu com Mário Soares. Depois com Guterres. A seguir veio Sócrates e termina agora com o dr. Costa que, por grande “mérito”, ganha nomeação para liderar o Conselho Europeu. A verdade é que todos eles, como primeiros-ministros, abandonaram o barco antes de acabar a viagem. E o engraçado é que no final, todos apresentam um “legado” de coisas “feitas” para encher o papo dos apaniguados que os torna eufóricos. 


 

4 - O caso triste das “gémeas” luso-brasileiras dá que pensar. Não vou entrar no disparate do custo do tratamento, nem na tortura que alguns deputados infringiram à mãe das gémeas. Por mais razões que houvesse para apurar a verdade dos factos, nada justifica o comportamento impiedoso dos inquiridores. O problema não está na atitude da mãe que queria o melhor para as suas filhas. Também não importa o oportunismo desta mãe que aproveitou bem umas boas e influentes cunhas para a resolução da doença das suas meninas. O que fez esta mãe é próprio de uma mãe preocupada e que luta sem tréguas pela vida e saúde dos seus. O problema está no processo e nos agentes “cunheiros” que não dizem a verdade. O problema está na cobardia que as figuras de topo nacional têm demonstrado para esconder a verdade. Agora, esperam que o tempo faça o seu serviço inexorável: esqueça o assunto e o arrume de vez no arquivo morto.


 

5 - Outro assunto que me incomodou bastante foi o desplante como o Presidente da Câmara de Oeiras justificou os140 mil euros em 1500 refeições “protocolares”. É notório o desprezo e facilidade com que alguma gente da política gasta o dinheiro dos outros. É conveniente referir que este autarca já fora condenado em 2009 e cumpriu pena (3 anos e 7 meses) por corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal. Parece que nada aprendeu! É tão bom gastar o dinheiro de todos! Se não é?! Um conselho: sr. autarca, quer bem comer, pague o seu talher! 

Armindo Oliveira

Armindo Oliveira

7 julho 2024