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Saídas que marcam

s mudanças em Braga acontecem a um ritmo vertiginoso e nem permitem a digestão adequada nos mais diversos quadrantes. No último artigo eu escrevi sobre as várias mudanças que os tempos atuais implicam, onde o efémero substitui o prolongado e quem não se adapta a essa realidade sente, na maioria das vezes, dificuldades sérias. Nesse mesmo último texto eu mencionei as mexidas mais relevantes que ocorreram, ainda que no dia da sua publicação já existisse alguma desatualização na sequência dessas alterações constantes.

Ao nível da equipa principal de futebol, aos nomes de Robson Bambu, Thiago Helguera, João Marques e Amine El Ouazzani juntaram-se os do avançado espanhol Gabri Martínez e do polaco Wdowik, um lateral esquerdo que promete trabalho de qualidade em Braga e complicar a vida do speaker quando este tive de dizer a boa voz o seu nome. Recomendo treino, porque não deve ser nada fácil e muito menos envolver as bancadas quando elas gritam pelo nome de um jogador. As aquisições privilegiaram os esquerdinos, para gáudio do meu amigo e colega deste jornal Carlos Mangas, que frequentemente releva o papel dos “canhotos” no mundo da bola. Mera curiosidade porque o que é necessário é que exista uma rápida adaptação e muita competência e dedicação individual em prol do coletivo.

Em relação às saídas anteriores de José Fonte, Borja, Cher Ndour, Pizzi, Rony Lopes, ou Álvaro Djaló juntou-se a recente confirmação da transferência de Abel Ruiz para o Girona, num regresso à Catalunha que o enche de prazer e onde vai poder jogar a Liga dos Campeões, mostrando-se, ainda mais, ao selecionador espanhol, após a oportunidade de brilhar por “nuestros hermanos” nos jogos olímpicos deste Verão. Ora, o avançado que chegou a Braga proveniente da formação do Barcelona mostrou, em várias ocasiões, que a sua qualidade era evidente e o facto de ser o primeiro internacional A de sempre por Espanha, ao serviço do SC Braga, vai fazer com que as nossas memórias se recordem de “Abelito” por muito tempo, numa saída inevitável que se lamenta e que permitiu chegar à Pedreira a jovem promessa Gabri Martínez.

No futsal também aconteceu uma saída marcante, porque Robinho deixou o SC Braga, depois de uma representação que enche de orgulho de toda a Legião. Na minha opinião, o “jovem” Robinho foi o melhor jogador de sempre que jogou na quadra bracarense. Estas são duas saídas que marcam o clube por agora, pois foi uma honra ter atletas tão ilustres com o símbolo brácaro ao peito, que se juntam a um lote alargado do passado.

Como sempre tem acontecido ao longo dos tempos, o SC Braga, nas duas equipas que referi, vai saber reinventar-se uma vez mais, pois por cada Gverreiro que sai surge a oportunidade de aparecer outra referência. E assim será, outra vez, com muito trabalho à mistura dos treinadores Daniel Sousa e Joel Rocha, como forma de buscar novamente a felicidade das suas equipas e dos seus adeptos.

Até ao final do mercado de Verão ainda faltam muitos minutos que são capazes de provocar mais algumas mexidas em Braga, sendo a mais desejada a vinda de um central de qualidade superior, que poderá eventualmente acontecer num negócio de oportunidade. Aguardemos pelo tempo que ele costuma ser bom conselheiro e proporciona resposta a algumas dúvidas que vão surgindo.


 


 

António Costa

António Costa

4 julho 2024