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Até ao fim

A liga portuguesa caminha apressadamente para o seu final e ainda há posições para definir na classificação, com as maiores dúvidas a existirem na equipa que vai fechar o pódio e quem irá disputar o playoff de manutenção com o terceiro classificado da segunda liga, uma vez que Chaves e Vizela têm o regresso ao escalão secundário matematicamente assegurado.

O SC Braga viajou até Guimarães, com objetivos claros de garantir desde logo o quarto lugar e manter a chama do lugar do pódio bem acesa. No pensamento arsenalista só a vitória interessava para deixar realisticamente a definição do pódio para a última jornada, deixando de lado os vimaranenses.

O dérbi de Guimarães começou, em Braga, com uma concentração com várias horas de antecedência, algo que se torna difícil de entender em função da curta distância entre as duas cidades. Sendo este um jogo diferente que faz dele um clássico respeitável, toda a preparação logística e mental é feita nesse contexto. É por isso que a deslocação é feita com todos os cuidados e, globalmente, a avaliação é positiva, ainda que a entrada dos adeptos deva ser mais célere no futuro, mesmo que para isso sejam colocados mais pontos de revista. A rivalidade era notória, nas bancadas e no relvado, e o visitante era tão ilustre que levou ao estádio a maior enchente da temporada, com os braguistas a esgotarem os bilhetes rapidamente, socorrendo-se muita gente dos bilhetes disponíveis das lojas oficiais dos conquistadores, nas iniciativas promovidas. A minoria braguista presente no estádio foi ruidosa e fez a festa no fim de um jogo que teve contornos evidentes de um dérbi autêntico, onde nem as polémicas faltaram. Os vimaranenses inauguraram o marcador, expondo uma vez mais as fragilidades defensivas dos brácaros, cujas virtudes ofensivas se sobrepuseram ao longo da partida. O empate chegou com naturalidade por Bruma e a vantagem, já em plena segunda parte, veio pelo pé de Ricardo Horta, que já havia assistido no empate, num golo tecnológico que o VAR ajudou na reposição da verdade. A resposta foi imediata e ainda não tinham terminado os festejos bracarenses quando os locais saltavam de alegria pela reposição de nova igualdade, que seria desfeita em período de descontos pela magia do pé esquerdo de Rony Lopes, num lance de belo efeito que levou à loucura as hostes braguistas e o colocou num inesperado patamar de herói da partida. 

Sobre a arbitragem, que deixara apreensiva a Legião do Minho, foi globalmente positiva, para a qual contribui o VAR, na validação de um golo. Contudo, tenho dois erros a apontar ao trabalho da equipa global da arbitragem, quando deixou passar impune um lance de cartão vermelho de André André e não marcou falta sobre Matheus, na pequena área, ficando a falsa sensação que havia um penálti favorável ao Vitória SC, quando na realidade esse momento estava invalidado pela infração anterior. Para os adeptos seria mais entendível a marcação da falta e o ruído seria, certamente, menor.

Agora segue-se a receção ao FC porto e quem vencer fica com o terceiro lugar, pelo que se espera que a Pedreira responda à altura e a equipa seja capaz de agarrar esta oportunidade de renovar o lugar do pódio, numa disputa que vai mesmo até ao fim da competição. 

António Costa

António Costa

16 maio 2024