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O Mundo ensandeceu?

 

 

 O mundo está doido e aproxima-se de uma era diferente da que estávamos acostumados: paz. Parece que a mudança atmosférica criou outros pensamentos sobre a coexistência pacífica deste homem sapiens: é a guerra na Ucrânia provocada por um homem que rege os destinos do maior país do mundo, é a guerra terrorista hamas/Israel numa disputa de soberania de décadas de luta, é a Coreia do Norte numa soberba arrogância de pigmeu que se empertiga para parecer enorme; é a guerra das alianças informais das ditaduras contra as democracias que ganham cada vez mais um radicalismo sem possibilidades de entendimento. É o hezbollah a forçar para entrar na dança! Mesmo sem convite arranjará pretexto para entrar. Mas o mundo ensandeceu ou meia dúzia de tresloucados querem ensandecê-lo? Não olham os líderes destas situações para os sofrimentos que causam aos mártires das suas determinações, das casas que deixam de poder agasalhar as crianças, da falta de mantimentos que determinam a fome de velhos, crianças e mães aflitas perante os filhos que não entendem as razões de terem fome! São os gastos astronómicos para alimentar essas guerras em prejuízo de poder acudir a quem é pobre. A gente olha para o que está a acontecer e fica perplexo como tudo isto é possível, como esta barbárie percorre o mundo e interroga-se deste jeito: esses senhores da guerra que diferença fazem dos abutres?. Alguém compreende que a Rússia, que tem o maior território do mundo, queira roubar terreno à Ucrânia? Se há lá quem queira restaurar um império que se desmoronou porque estava fora da história dos tempos, é preciso lembrar-lhe que o mundo não o aceita , nem aceita os seus métodos restauracionistas. A URSS marcou um tempo que o tempo venceu. O mundo tem gente boa e esta está sujeita aos delírios de uns tantos guerreiros de gabinete? Quem não acredita no que vê, não acredita em nada, nem em ninguém. E é por isso que eu tiro o meu chapéu aos Estados Unidos da América na pessoa do seu presidente Biden, pela coragem de se colocar ao lado da Ucrânia e Israel, sem medo ou tergiversar. Já a Europa, sem líder, faz-me lembrar alguém que treme de medo e para disfarçar diz que é do frio. Fria fica a minha alma de europeu. Alguém tem que aparecer nesta Europa com coragem e desassombradamente assumir que a luta que neste momento se trava, e em grande, é entre a democracia e a ditadura. Encolher-se é desertar. É por isso que eles abusam desta abulia que, na verdade, não passa de cobardia. Julgam erradamente que o seu cantinho está salvo e nesse egoísmo permitem-se ignorar este estado de guerra que pode muito evoluir para uma guerra nuclear. Um dragão sem dentes não passa de um lagarto.

 

 

Paulo Fafe

Paulo Fafe

23 outubro 2023