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“Governar” com propaganda é fixe!

O governo neo-socialista quer fazer-nos acreditar que a salvação do país reside no Orçamento de Estado para 2024. Na apresentação deste documento encenou-se uma poderosa campanha de propaganda que atingiu níveis pornográficos difíceis de imaginar para uma democracia ocidental e num país com pobreza a rodos e intragável para qualquer cidadão minimamente inteligente. Finalmente, as pessoas vão ser prendadas com melhores salários, melhores serviços públicos e com menos impostos. Tudo montado num cenário cor-de-rosa. E sem espinhos. Só coisas boas para 2024. Uma maravilhosa proeza do neo-socialismo luso!

 


1 - Comecemos pelos melhores salários – É sabido que cerca de 80% das pessoas auferem salários de menos de 900 por mês e que esse dinheiro é manifestamente insuficiente para se aspirar a uma vida tranquila e com futuro. Toda a política salarial gira à volta do salário mínimo, “as manhãs que cantam” do neo-socialismo costista. Reflictamos um pouco nas palavras do padre Maia, presidente do CNIS - Confederação das Instituições de Solidariedade: “cerca de 20% da população portuguesa vive em situação de pobreza e sem o apoio do Estado esses números poderiam chegar aos 40%”. Perante esta negra realidade, as perguntas impõem-se pela sua pertinência: O que andou o primeiro-ministro a fazer nestes oito anos de “governação”? A manter a pobreza contente com esmolas? A subir salários mínimos para tudo ser mínimo? Será que o chefe do “governo” ainda não percebeu que a estratégia das esmolas não resulta? 

 


2 - Serviços públicos - Dói, e bastante, ver o estado a que chegou a Saúde. Nem nos tempos mais complicados que se passaram neste país, assistiu-se a este drama do fecho das Urgências. Da falta de médicos. Do confronto insanável entre o ministério e os médicos. Da resignação popular. Da incapacidade governativa. Do despeito pelas necessidades mais básicas das pessoas: o acesso à Saúde. 

O ponto a que chegou a Saúde deveria ser o fim da linha da paciência, da tolerância, da aceitação com que os cidadãos vêem o “governo”. Simplesmente inacreditável! Inadmissível! O que é pena. E o “governo” numa tentativa de sacudir o problema inventa “direcções executivas” e nomeia os craques. E faz reuniões. Muitas reuniões. Mas sem resoluções. E sem soluções. Há muito tempo. Há tempo demais. Cada vez mais degradação no SNS. O dr. Costa ainda não percebeu que o caminho está errado. E teima numa estratégia errada. Por questões ideológicas. E por incapacidade. A Saúde não é uma ideologia e nem tem ideologia. A Saúde é uma necessidade. É uma segurança. É vital para a tranquilidade e para o bem-estar das pessoas. 

 


3 - Dói, e de que maneira, ver o que se passa na Educação. Alunos sem professores. Professores angustiados. Deslocados. Desmotivados. Professores burocratizados. Sem o querer. Sem o desejar. Aqui, neste sector, também o “governo”, sempre criativo, inventa soluções. Tudo falha. Oito anos a falhar. Oito anos para colocar a Educação num clima de confronto, quando o que se precisava era de paz. De progresso. De respeito. Os professores querem e exigem ser tratados com respeito. E têm razão. 

 


4 - É aqui, nos impostos, que reside o busílis da questão: o “governo” vai descer os impostos directos. Sempre a propaganda a compor a música ideológica. Para amaciar os ouvidos e para iludir as mentes. Numa primeira abordagem até se pensava que seria verdade. Descem os impostos e sobe a carga fiscal. Como é que é?! Só compreendida na esfera das taxas e das taxinhas. E dos impostos indirectos. Para remendar as “contas certas”. Como de costume. Desde 2015. Dizem os entendidos que taxas e taxinhas são às centenas. Na realidade, dá uns tostões com uma mão e tira, habilidosamente, milhões com as duas. De princípio, ainda se pensava que se tinha descoberto uma importante jazida de dinheiro, tais eram os sorrisos. A auto-satisfação. Muita benesse para um país nas lonas à espera das esmolas da UE.

Governar assim não custa. O que custa é chegar ao poder. Depois, a propaganda encarrega-se do resto. E assim, o país “vai no andando”. 

 


5 - Sondagens, eu não acredito nestas sondagens. Encomendadas, talvez! Com o país no estado em que está e o neo-socialismo vai na frente. Custa a engolir esta. Mais propaganda, com certeza!

Armindo Oliveira

Armindo Oliveira

22 outubro 2023