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Israel: Legítima Defesa do Estado de Direito Democrático vs hamas

Israel fez 75 anos. É um jovem Estado que alberga grande parte do Povo Judeu, o qual é alvo de perseguições e tentativas de extermínio e genocídio há milhares de anos. A História não mente. Apesar de milhares de Judeus terem combatido inclusive nas fileiras do Exército Alemão na I Grande Guerra, os nazis colocaram-nos como bodes expiatórios no holocausto dos campos de concentração. Ainda que seja uma guerra entre irmãos, “todos provenientes de Abraão”: judeus, cristãos, muçulmanos. Todos irmãos! Mas a História ensina que as “guerras civis” são, muitas das vezes, as piores. Por quem os sinos dobram? Ernest Hemingway. Talvez porque a desilusão é maior e a inveja é muito mais acentuada – essa característica vil e pérfida que o “Prémio Nobel da Economia ‘do risco’” de 2013, Robert Shiller, cujos textos em jornais alemães me chamaram a atenção em 2004/05, já falava como sendo visceral ao ser humano, ao lado do vício do jogo, desportivo ou de sorte e azar, como manipulação das massas. E que se reflecte na economia, sociedade, política, cultura e mentalidade: “o vizinho não pode ter mais do que eu”. Ou seja, no fenómeno mais complexo deste mundo: as relações entre as pessoas. A guerra é no essencial um problema de saúde mental. E será que a inteligência artificial vai resolver o problema ou complicá-lo ainda mais? Israel, República Parlamentarista Unitária, tem por volta de 10 milhões de habitantes e uma área terrestre bem menor do que a área terrestre de Portugal: entre 20.770/22.072 km.2 para 92.256 km.2 (bem sabendo que a Zona Económica Exclusiva marítima de Portugal é uma das maiores do mundo e da qual até foi pedido o seu alargamento na ONU, se bem que a Espanha também o fez em conflito, já para não falar nos países que nem sequer a reconhecem: Direito Internacional Público). Como já ficou provado, o hamas é um grupo terrorista de inspiração racista e nazi que não tem qualquer pejo em torturar, abusar e matar inocentes civis, raptá-los e colocá-los como escudos humanos contra a Legítima Defesa de Israel. Incluindo colocar os próprios Palestinianos inocentes como escudos humanos. Colocam lançadores e roquetes de bombas debaixo de escolas, hospitais, universidades, ONG’s, entre outros locais sensíveis. Quantas mais crianças inocentes morrerem na Palestina, mais o hamas ficará contente. Por vezes até mata os próprios para culpar Israel. O objectivo é destruir o Estado de Direito Democrático de Israel e “reconquistar” a Terra Santa. Mesmo que isso acontecesse, não tardaria a que os Muçulmanos, residentes em ditaduras, que se odeiam entre si (Sunitas e Xiitas, etc.), e que são das mais diversas etnias, entre árabes, otomanos, persas, curdos, etc., se começassem a matar. Mas, Israel, os EUA e a UE não o vão permitir: se necessário usando armas atómicas como foi feito no Japão, hoje um dos maiores aliados do Ocidente e no equilíbrio geoestratégico mundial. A diferença é que o Médio-Oriente é o mosaico mais complexo da Humanidade. O Estado de Direito de Israel é democrático e baseia-se na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas. No respeito e na garantia de efectivação dos direitos, liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes. Objectiva a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento da democracia participativa. E, nesse sentido, é irmão de todas as democracias do mundo e de Portugal: art. 2º da Constituição. Mas também neste contexto tem que trabalhar em contínuo para o reconhecimento do Estado da Palestina. Mas não pode ser qualquer Estado. Tem que ser um Estado Palestiniano de Direito Democrático, Social, Livre e Verdadeiro. Um Estado de Direito, portanto, extirpado do cancro dos nazis do hamas e dos seus objectivos assumidos de extermínio do Bom Povo Judaico, o qual, tem tanto direito a existir como o Bom Povo Palestiniano. Porque um dia, temos Fé, o Amor vencerá. Mas o Amor só consegue vencer se se respeitar a Legítima Defesa de cada um, seja ele qual for. E há sempre alguém que tem que dar o primeiro passo. Se a razão estivesse dum só lado, tudo já estava resolvido.

Gonçalo S. de Mello Bandeira

Gonçalo S. de Mello Bandeira

20 outubro 2023