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É preciso assumir!

 



 


O primeiro-ministro, do momento actual, tem sido a rampa de lançamento, para que o país possa ocupar, a curto prazo, um lugar pouco honroso na cauda na tabela do IDH – Índice de Desenvolvimento Social. 

 


1 - Ainda não consegui perceber as razões que leva a Comunicação Social (CS) a ser tão complacente, tão permissiva, tão acrítica com este primeiro-ministro! Acha-o demasiado habilidoso? É o seu optimismo irritante que os encanta? Não entendo mesmo, a não ser que haja fortes contrapartidas para este jogo “viciado” de uma governação que tem sido completamente incapaz e que tem arrastado o país para o empobrecimento metódico e, praticamente, irrecuperável. E também tem contribuído para o atraso económico e social em relação aos outros países da União Europeia. O governo “do vamos andando” não resolve os problemas do presente e será o empecilho para o futuro.

A excessiva tolerância, o assobiar para o lado só pode ser compreensível por meras questões ideológicas, o que não é aceitável para a independência e isenção da CS, nem nada salutar para a democracia.

 


2 - Ainda não consegui perceber também o comportamento do eleitorado que, nas sondagens, se tem mostrado “generoso” com um primeiro-ministro que levou o país para situações deprimentes - olhemos para a Saúde, a Educação, a Habitação, entre outros - coisa nunca vista em Portugal, em tempo algum, e logo nesta época marcada por jovens com altas qualificações académicas, técnicas e de formação integral. Estes jovens têm sido arredados do sistema produtivo e têm contribuído, por outro lado, para o desenvolvimento de outros países! Esta é a emigração de top. Da massa cinzenta. A emigração da revolta e da desilusão. É caso para se dizer abertamente: este país não está bom da “cabeça”. Vê os qualificados a partirem; vê a montra das dificuldades, até do caos bem exposto; vê inacção reformista; encara os desafios da modernidade de forma passiva. Aceita de cabeça baixa as esmolas que vai recebendo, quando o importante era criar riqueza e riqueza sustentada. As sondagens dão um falso sinal de eficiência aos infractores pela situação existente. Será que o governo não consegue ver o que se passa ao seu lado? Será que não consegue percepcionar que socialmente se está num caminho tortuoso e com um retorno incerto?

 


3 - Já lá vão oito anos de governação. Oito anos é muito tempo para se fazer coisas, reparar erros e resolver muitos problemas. Oito anos perdidos, sem reformas, sem ideias, sem avanços, sem consolidações. Tudo feito para disputar eleições. Vive-se nesta trama que anestesia com impostos e com estagnação as forças produtoras de riqueza. E o drama da situação é que houve e há óptimas condições para se ter feito um grande brilharete económico, social, até financeiro. Mas, nada se fez. Nem nada se fará, porque a velocidade e o enfoque é do “vamos andando”.

 


4 - O PSD, o grande partido reformista que provocou avanços significativos no país está paralisado. Não sabe ripostar com classe, com coragem, com frontalidade ao neo-socialismo. Tem argumentos de peso para se defender e para atacar. Mas está atado. Caiu na armadilha dos neo-socialistas. O isco é sempre o mesmo: o CHEGA.

Enquanto não assumir de caras o seu posicionamento e andar por aí com o “megafone” a dizer o que o PS manda e quer, não tem hipóteses de virar este cenário de subalternidade. Para mudar o país, para lhe dar outra vida e outra dinâmica. Se for preciso ter o apoio do CHEGA, por que não fazê-lo? Os neo-socialistas, derrotados, não fizeram isso em 2015 ao coligarem-se com os extremistas estalinistas e trotskistas? Tiveram dúvidas em fazê-lo? Não! Queriam o poder a qualquer custo. E conseguiram. Afinal, estamos ou não estamos em democracia? O CHEGA não é um partido democrático? Não tem assento na Assembleia da República? Então, porque razão anda o PSD armado em virgem pura? O PSD que se deixe de tretas e vá para o combate político disposto a dar um bom futuro a este fabuloso país. Andar com discursos meio escondidos, medricas e envernizados não adianta nada. Assim, nunca mais terá o poder e, muito pior, continuará a ver a Saúde no caos, a Educação no caos, a Justiça injusta, a Habitação em degradação, etc, etc.

Senhores da cúpula do PSD: é preciso assumir e deixem-se de ser “paus mandados”!

Armindo Oliveira

Armindo Oliveira

15 outubro 2023