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Pela Minha Cidade ou pelo meu País, às Quartas Feiras, Duas Vezes por Mês Mundo Inquieto este

 

Mundo inquieto este, perigosamente imprevisível, inseguro. 

Este aumento da guerra em Israel e na Palestina com atentados mais aterradores aos direitos humanos, de uma violência indescritível, inimaginável nos cenários mais sombrios, como um pesadelo com um filme de terror que teima não acabar ao acordar, não pode deixar tudo igual. 

O que se passou desde sábado em Israel nunca mais vai deixar o mundo como antes e deixa a causa de um estado na Palestina – perfeitamente legítima – como algo perfeitamente secundário.

Como é possível que países árabes – mesmo que não sejam apoiantes do Hamas – permitam que este grupo exista e se desenvolva ?

Que autoridade é que a Autoridade Palestiniana tem ao permitir um grupo destes no seu território durante anos a fio e não se arma para se defender dele ou pede ajuda para os eliminar, mas antes convive com estes extremistas? 

Grupo extremista que violenta até o seu povo ao obriga-los a ser escudos humanos, não permitindo que a população fuja aos ataques de retaliação à anterior ignóbil violação à população israelita e prefira que os seus cidadãos morram ao invés de fugirem, mesmo depois de Israel avisar que vai atacar ?

O modus operandi do Hamas já é perfeitamente conhecido: depois de fazerem a carnificina entre os seus inimigos e o seu próprio povo, sem nunca beliscar os seus mais altos dirigentes, vêm pedir tréguas e negociações – apoiados pela repulsa da população mundial ao efeito da guerra – quando chega a altura destes seus altos dirigentes serem os próximos a ser aniquilados.

E como é que Israel baixou a guarda? Como não se apercebeu do armamento do grupo terrorista, como não se apercebeu das movimentações junto à fronteira, como permitiu que tudo fosse feito de surpresa, resultando da morte, ferimentos graves, tortura e rapto de muitos inocentes do seu povo?

As coisas chegaram a um ponto que, neste momento, manifestar a afirmação de um estado Palestiniano – embora legítima, repito – ao invés de se focar na condenação da violência sobre as vítimas em Israel e na Palestina, ambas como consequência deste ataque ignóbil sobre Israel que se iniciou este sábado, demonstra, no mínimo, um desculpar, uma tolerância, uma atenuação indigna sobre o sofrimento humano . 

Por outro lado, a guerra na Ucrânia, necessária para defender a liberdade, a democracia, o mundo livre, a auto determinação dos povos e a soberania das Nações, parece não ter fim, bem como o sofrimento inimaginável que ela acarreta. 

Em ambos os casos o ataque contra jovens, idosos, mães, pais, avós, crianças, cidadãos comuns é a negação da própria natureza humana. 

Por cá, a lei de imigração aprovada pelo governo socialista o ano passado deixa-nos a todos receosos até por estes acontecimentos mais recentes. De repente, em várias cidades do país, vimos o crescimento de povos oriundos de culturas muito diferente da nossa, não só na cultura mas também nos princípios civilizacionais, num movimento migratório que parece não ter fim. 

Não que Portugal não necessite de imigrantes – porque precisa – quer em termos demográficos, quer em termos de mão de obra, mas este abrir de portas é algo de muito pernicioso e foi a base de muitos problema sociais noutros países, problemas com os quais este governo não aprendeu rigorosamente nada. Precisamos de uma política de imigração mas dirigida a quem está mais próximo de nós que são os povos dos países que falam português bem como os povos europeus e não quaisquer outros povos com cultura, valores e princípios muito diferentes dos nossos.

Por outro lado, temos de saber quem cá entra, qual o seu passado, o que pretende fazer em Portugal, de que maneira se poderá integrar da melhor forma com as respetivas famílias e não este pernicioso escancarar de portas. 

Esta política de imigração não, não e não !

A crise de habitação em todo Portugal, por outro lado, sendo o corolário da péssimas políticas de um governo que não reforma, não prevê a possibilidade de ocorreram os problemas, não se antecipa a eles, não desbrava caminhos, não tem orientação nem sabe para onde leva Portugal mas antes, como diz o Primeiro Ministro António Costa, só serve para resolver os problemas, ou seja, só se debruça sobre eles depois do “caldo entornado”, numa atitude passiva e reativa, apenas com o fito de se manter no poder, reflete um governo e um Primeiro Ministro falhado, causador ainda de mais dificuldades para a nossa população do que aquelas que inevitavelmente aconteceriam pela atual situação do mundo. 

O mundo e este governo de Portugal têm de mudar, sem nunca podemos perder a esperança e a confiança !

 

 

Joaquim Barbosa

Joaquim Barbosa

11 outubro 2023