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Regabofe dos abusos sexuais na moda masculina e futebol mundiais

 

 

 

 


 8/9/23: ficámos a saber que o Japão tinha um terrível segredo por revelar. Os abusos sexuais de Johnny Kitagawa. Um titã da música Pop Japonesa dos rapazes artistas e ídolos das “Boyband”. Grupos de rapazes que cantam e dançam juntos música Pop(ular) para delírio de milhões de fans. No mês passado, Julie Fujishima, sobrinha do falecido Kitagawa, reconheceu os abusos sexuais cometidos pelo fundador, seu tio, ao longo dos anos e demitiu-se da presidência da mais poderosa “agência de talentos”. E houve sensação de choque público no Japão? Não. É daquelas coisas que “toda a gente sabia, mas ninguém fez nada”. Existiram alegações de abusos sexuais durante décadas, mas todos os que tentaram falar foram bloqueados. Enfrentavam um gigante da indústria do entretenimento que gera milhões de lucros e afecta o emprego de milhares de pessoas. Muitas das acusações ficaram provadas inclusive nos Tribunais civis, mas Kitagawa escapou sempre ao crime. Era um predador sexual, mas também um fazedor de estrelas da Pop que geram milhões de lucros. Tinha poder, sucesso e centenas de jovens rapazes sonhadores ao seu alcance. O preço a pagar pela celebridade - Retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde -, era ser abusado por um Kitagawa insaciável, homem temido e reverenciado pelo seu talento moldado para o “sucesso”. Era um “pai dos jovens”. A “Pop Star” Kauan Okamoto revelou que foi várias vezes abusado por Kitagawa quando tinha 15 anos. Confessou em público odiar as suas acções, mas que, citamos, “não tinha ódio no coração por Johnny, pois colocou-o no mundo da música”. As acusações duraram décadas e a comunicação social Japonesa abafou-as. Só em 1999 a Bunshun Weekly publicou alguns destes crimes. Um jornalista no TBS Channel também disse que isto tinha que ser investigado e denunciado. Mas era muito poder em jogo. Kitagawa era o comandante dum complexo de relações entre anunciantes, canais de televisão e salas de espectáculos que geram milhões. A cultura Japonesa de vergonha pública e silêncio ajudaram a manter tudo em “segredo”. É usual p.e. as mulheres serem canceladas quando denunciam violência doméstica. Imagine-se agora um velho predador de jovens e crianças rapazes! A cultura Japonesa acha impossível assumir tal. O novo chefe da agência, Higashiyama fala duma “nova página”, mas diz “não se lembrar de nada” quando questionado sobre também ele ser abusador! A sobrinha de Kitagawa detém 100% das acções da agência e permaneceu directora da comissão que está a indemnizar as centenas de vítimas, entretanto associadas. Já noutro caso, uma das maiores agências de modelos do mundo, a Abercrombie&Fitch, viu agora recair sobre o seu ex-Presidente, o plastificado Mike Jeffries (79), e seu par Matthew Smith (60), acusações de exploração de jovens homens para sexo desde 1990. James Jacobson (70), um homem que usa uma prótese dourada no nariz, era o intermediário e angariador, sendo ele próprio uma espécie de “provador sexual oral prévio dos dois poderosos predadores”. 8 homens vítimas resolveram falar. As histórias incluem abusos sexuais, orgias, drogas, só com homens (e com a presença sempre dum corpo de segurança privado que vigiava), por hotéis e casas de luxo espalhadas pelo mundo: EUA, Reino Unido, França, Marrocos, etc.. Sendo conditio sine qua non o abuso sexual para entrada no sucesso na carreira da moda mundial. Last but not least, qualidade BBC dixit, temos também o escândalo sexual no futebol do Gabão, onde crianças e jovens foram (são?) ciclicamente violados por homens adultos, com a presença de seguranças. Aos que querem falar, ficam a saber que “não terão futuro no futebol mundial”. Alguns ex-treinadores e dirigentes pedófilos foram presos com trânsito em julgado. Outros, como no caso do Presidente da Federação de Futebol do Gabão, Pierre-Alain Mounguengui, esteve preso 6 meses por pedofilia, mas foi entretanto solto e já foi visto sorridente na abertura do Mundial do Qatar22 como convidado do Presidente da FIFA Infantino. É preciso separar homossexuais criminosos de homossexuais não criminosos. Mas há quem queira confundir as massas e os crentes, dando a entender que a homossexualidade seria uma virtude em si mesma. Recorde-se as acusações de Lisa de Vanna, antiga jogadora da selecção de futebol feminino da Austrália: mulheres que abusam de mulheres, homens que abusam de homens e crianças… 

 

 

 

 

 

 

 

 

1 Breve CV pessoal: Prof. em Direito, ESG/IPCA, Membro da CFD/SNESup, [email protected] Twitter@gsdmelobandeira Facebook: Gonçalo De Mello Bandeira (N.C. Sopas) .

Gonçalo S. de Mello Bandeira

Gonçalo S. de Mello Bandeira

7 outubro 2023