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Reitor de Fátima quer apoio a refugiados durável e “não fruto de emoção passageira”

Reitor de Fátima quer apoio a refugiados durável e “não fruto de emoção passageira”
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Publicado em 11 de março de 2022, às 16:51

Carlos Cabecinhas apela à oração.

O reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas, quer que o esforço de apoio e acolhimento aos refugiados da guerra da Ucrânia “dure e não seja apenas fruto de uma emoção passageira”.

No editorial do jornal Voz da Fátima do próximo domingo, dia 13, Carlos Cabecinhas alude à existência de “irracionalidade na guerra, (…) que nunca é solução, mas sim origem de inumeráveis problemas e dramas, que deixa atrás de si um rasto de sofrimento e morte, de destruição e desespero”.

“A terrível sensação de impotência diante do sofrimento das vítimas desta guerra pode empurrar-nos para a indiferença (…) ou para o desespero”, escreve o reitor, acrescentando: “vencer a indiferença significa não nos calarmos diante da injustiça e da irracionalidade da guerra, mas também, e sobretudo, sermos sensíveis às necessidades dos refugiados e generosos para com as vítimas”.

Carlos Cabecinhas apela ainda à oração, lembrando que “o terço, a oração mais insistentemente pedida por Nossa Senhora nas suas aparições da Cova da Iria, é, por excelência, a oração da paz”.

O reitor do Santuário de Fátima, no seu texto, recorda, ainda, o comentário teológico de então cardeal Joseph Ratzinger – depois Papa Bento XVI – à terceira parte do Segredo de Fátima, no qual é defendido que “a fé e a oração são forças que podem influir na história… a oração é mais forte que as balas, a fé mais poderosa que os exércitos”.


Autor: Redação/Lusa