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Jovens da Arquidiocese de Braga desafiados a colocarem dons ao serviço da comunidade

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Fotografia

Jorge Oliveira

Jornalista

Publicado em 06 de julho de 2024, às 19:48

Dia Arquidiocesano da Juventude vivido em ambiente de convívio e celebração

Cerca de 400 jovens da Arquidiocese de Braga estão a participar, em ambiente de festa e celebração, no Dia Arquidiocesano da Juventude, na cidade de Braga.

A Eucaristia campal, celebrada durante esta tarde na Avenida Central, foi um dos momentos altos da jornada, reunido não só jovens como bracarenses e visitantes que se associaram à celebração.

Na homilia, o padre Rúben Cruz, Assistente o Departamento Arquidiocesano para a Pastoral de Jovens, transmitiu uma palavra de incentivo aos jovens, desafiando-os a discernirem a sua vocação e a colocarem os seus dons aos serviço da comunidade.

Partindo das Leituras do dia, o sacerdote referiu que «cada um é original», porque Deus colocou em nós dons que nos fazem ser «únicos».

Afirmando que hoje em dia os jovens tendem a querer ser iguais uns aos outros, seguindo uma moda ou uma  tendência, o sacerdote alertou que esta forma de pensar e viver é limitadora, na medida em que impede as pessoas de se realizarem.

«Cada um de nós deve perguntar-se: em que é que eu sou original? Só assim conheceremos os nossos dons, a nossa missão, aquilo que Deus coloca no nosso coração», referiu.

O padre Rúben Cruz exortou os jovens a abrirem-se a Deus e a não terem «medo de arriscar», de «rasgar caminhos», procurando motivar e ajudar os outros.

Quando se «encaixotam» as pessoas» e não se é capaz de olhar para o próximo não se está a ser verdadeiramente cristão, disse.  

O sacerdote incentivou ainda os jovens a não terem receio de  ajudarem a Igreja a ser mais aberta e inclusiva, através do seu testemunho e das suas ações no quotidiano.   

«Se queremos uma Igreja aberta a todos, todos, todos, temos que ser criativos e isso começa a partir da criatividade e da dádiva dos jovens», salientou.

Nos workshops dinamizados da parte da manhã, os oradores convidados procuraram dar algumas pistas nesse sentido falando nas experiências do serviço aos outros, do voluntariado, da missão, do sofrimento e até da questão da morte - temas  escolhidos pelos próprios jovens.  

A parte “teórica” foi depois complementada com visitas a instituições de solidariedade social como a Cáritas, o Projeto Homem e outras, para tomar contacto com a realidade. O Dia Arquidiocesano da Juventude foi pensado pelas Equipas Arciprestais da Pastoral do Jovens em articulação com a Equipa Diocesana.

O objetivo para este ano era «cimentar» as Equipas Arciprestais como eixo essencial da Pastoral Juvenil daquilo que acontece nos próprios Arciprestados.

Esse objetivo, disse o padre Rúben Cruz, foi cumprido e agora é «continuar e fortificar».