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Dia da Juventude da Arquidiocese de Braga procura manter viva a chama da JMJ

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Fotografia Avelino Lima

Jorge Oliveira

Jornalista

Publicado em 06 de julho de 2024, às 19:58

Encontro do próximo ano será no arciprestado de Fafe

O Dia Arquidiocesano da Juventude iniciou junto ao Coreto da Avenida Central, em Braga, com a entoação do Hino da Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023 na presença dos grupos de jovens dos vários arciprestados.

O padre Rúben Cruz, Assistente do Departamento Arquidiocesano para a Pastoral de Jovens, deu as boas-vindas e agradeceu a presença de todos, em nome da Equipa Diocesana e das Equipas Arciprestais, e desejou um encontro (o primeiro pós JMJ) frutífero, a nível de crescimento da fé, mas também de conhecimento e de partilha.

«Aproveitem bem este dia, que seja um dia de encontro e todos possam ir para cada diferentes», desejou o sacerdote.

O Dia Arquidiocesano da Juventude realizou-se num ambiente pós JMJ sob o mote “Chamados e Amados”, com um programa pleno de atividades, desde workshops temáticos, visitas a espaços religiosos, visitas instituições de solidariedade social. Houve também momentos de oração/reflexão, confissão, exposição do Santíssimo Sacramento, a celebração da Eucaristia, na Avenida Central, e mais logo encerra com o concerto pela banda Missio.

«Preparamos um programa de modo a não deixar esmorecer aquilo que vivemos na JMJ, queremos manter esta chama viva», disse Marta Vilas Boas, do Departamento Arquidiocesano da Pastoral Juvenil.

Os workshops foram dinamizados em diferentes locais da cidade por vários oradores que falaram sobre temas como o serviço aos outros (voluntariado), o sofrimento, qual o sentido da vida e outros. Cada participante pode escolher duas temáticas do seu interesse.

Depois do almoço partilhado, os jovens visitaram alguns sítios culturais e monumentais, ligados mais à religiosidade (Capela Árvore da Vida, Seminário Menor, Capela da Imaculada, Casa Sacerdotal, Igreja de S. Victor, Paço Arquiepiscopal, Capela de Guadalupe, Museu Pio XX, Museu-Tesouro da Sé), assim como também associações de solidariedade social como a Cáritas, o Projeto Homem, associação Pais em Rede.

Seguiu-se a celebração da missa campal, na Avenida Central, presidida pelo Assistente do Departamento Arquidiocesano para a Pastoral de Jovens. A esta hora decorre o jantar, oferecido pela Arquidiocese.

A jornada culmina com o concerto pela Banda Missio, no palco da Avenida Central, a partir das 20h30, aberto à comunidade. Antes do concerto vai ser anunciado e passado o testemunho ao Arciprestado que acolherá o Dia Arquidiocesano da Juventude de 2025, que é o Arciprestado de Fafe.

António Pires, do Arciprestado de Cabeceiras, é um dos muitos jovens que está a participar neste encontro. Em declarações ao Diário do Minho, realçou que estas jornadas são importantes porque ajudam os jovens a entenderem melhor o sentido que Deus tem nas suas vidas.

«Através das dinâmicas desenvolvidas ficamos a perceber que podemos encontrar Deus nos pequenos momentos e nas pequenas ações dos nossos dias», disse.

António Pires manifestou a sua alegria pela presença de jovens de toda a Arquidiocese neste encontro e por poder conviver com alguns deles, numa altura em que, lamentou, nota-se «menos jovens com «força e motivação» para participar nestas atividades.

Para Cristiana Lopes, do Arciprestado de Esposende, esta jornada, além de ser «importante para entender o significado do que é estar com Deus», é «ideal» para conviver com jovens de outro arciprestados, partilhar experiências e mostrar  «toda a vitalidade» dos jovens da Arquidiocese.

«Acho que estas atividades também ajudam as pessoas a entenderem o que é pertencer a um grupo de jovens e isso pode ajudar a trazer mais jovens para os nossos grupos», acrescentou.

Cristiana Lopes espera que este dia tenha suscitado o interesse de outros jovens que, por alguma razão, andam mais afastados da Igreja.