twitter

Fundação Alexandrina de Balasar homenageou padre Alberto Gomes

Fundação Alexandrina de Balasar homenageou padre Alberto Gomes galeria icon Ver Galeria
Fotografia

Publicado em 02 de julho de 2024, às 20:21

Arcebispo Metropolita de Braga presidiu à celebração

A Fundação Alexandrina de Balasar recordou o padre Alberto Gomes, confessor e diretor espiritual da Beata Alexandrina, por ocasião do 50.º aniversário do seu falecimento.

A homenagem ao fundador da Obra do Amor Divino decorreu no espaço do Jardim da Casa da Beata, mais concretamente na Escola de “Jesus Mestre”, e contou com a presença do Arcebispo Metropolita de Braga, D. José Cordeiro, entre outros convidados.

«Foi um momento para recordar e homenagear a intensa espiritualidade destes dois rostos da Igreja Portuguesa e personagens marcantes nesta terra de Balasar», assinala numa nota ao Diário do Minho o pároco de Balasar, o padre Manuel Casado do Neiva, que fez a abertura da sessão e contextualizou a homenagem ao padre Alberto Gomes.

D. José Cordeiro, que presidiu a esta homenagem, encerrou a sessão referindo que o Padre Alberto Gomes e a Beata Alexandrina usaram a linguagem do seu tempo, mas que ainda hoje continuam a influenciar.

E no rescaldo do 5.º Congresso Eucarístico (realizado recentemente em Braga) afiançou que Alexandrina «não apenas consumiu o sacramento da eucaristia, mas ela é sacramento, porque viveu da e para a Eucaristia».

Coube ao historiador José Abílio Coelho fazer uma resenha histórica da pessoa e vida deste sacerdote, nascido em Travassos, Póvoa de Lanhoso, em 17 de agosto de 1888.

Alberto Gomes nasceu no seio de uma família ligada à cultura da filigrana, da agricultura e também da religião, e faleceu em casa da família, em 29 de março de 1974.

«A sua passagem por esta terra conquistou o coração do povo, sobretudo, pelo seu amor à Igreja - já sonhava com uma igreja de portas abertas - e pelo amor e dedicação aos pobres», salienta o padre Manuel Casado Neiva.

Na sessão esteve também o atual pároco de Travassos, o padre Paulo Jorge Gomes, que evidenciou o legado pastoral e espiritual do padre Alberto, mais concretamente a Obra do Amor-Divino, marcada pela espiritualidade eucarística e que atualmente tem 11 membros, que vivem em grupo e um grande número de associados espalhados pelo País. Alexandrina Maria da Costa é o número dois no registo de associados.

Já o professor e teólogo Alexandre Freire abordou a ligação espiritual entre estes dois vultos da igreja e da sociedade, referindo que não se sabe quem influenciou quem. 

Porém, disse que Alexandrina aprendeu com o padre Alberto – seu confessor – que «o amor de Deus só é vivido no fazer-se algo…» e que isso «ajudou-a a perceber que a lógica do sofrimento é só amor». Mais tarde Alexandrina escreveria que «a espiritualidade cristã deve ser educada para se amar a Deus como Deus ama».

A homenagem, que foi animada com alguns momentos musicais, contou com grande número de pessoas, sobretudo de Travassos e dos Associados à Obra do Amor-Divino, e culminou com a celebração da Eucaristia, presidida pelo Arcebispo Metropolita de Braga.