«É essencial escutar as alegrias, as esperanças, as tristezas, os desafios próprios da missão, para juntos podermos sempre recomeçar com a alegria da esperança», disse o Arcebispo Metropolita de Braga, D. José Cordeiro, ao falar do encontro com os sacerdotes ordenados nos últimos 10 anos. Cerca de 40 padres estiveram com o bispo na manhã do dia 23, no Hotel João Paulo II, no Sameiro. O encontro, focado sobretudo na partilha, teve início com um momento de oração, seguido de uma palavra inicial de D. José Cordeiro de receção aos sacerdotes participantes e terminou com o almoço.
O Arcebispo de Braga e Primaz das Espanhas falou ao Diário do Minho antes do início do evento e enfatizou o trabalho neste novo modelo de «escuta ativa, efetiva e afetiva», para que possam melhorar não só o acolhimento no presbitério dos que são ordenados, «para que nos sintamos cada vez mais interligados e a criar estes laços de comunhão, de fraternidade. E que não seja apenas um desejo, mas que seja efetivado na realidade».
«O Presbitério é o lugar da comunhão, da relação entre aqueles a quem foram impostas as mãos para o serviço do povo Santo de Deus, aqui na Arquidiocese de Braga, e na comunhão e proximidade com Deus, com o bispo, entre eles e com o povo santo de Deus, na construção desta fraternidade sacramental», destacou o prelado. Para o arcebispo, devido à dimensão do clero bracarense, é necessário cultivar esta relação de proximidade, cultivar o silêncio, a oração, o estudo, a reflexão, o descanso, para melhor «poder servir com a inteireza do coração e na disponibilidade dos novos desafios da Igreja, desta Igreja sinodal em missão, para juntos percorrermos o caminho da Páscoa e levar Jesus a todos e todos a Jesus». Estavam reunidos os padres diocesanos e religiosos. D. José Cordeiro citou que, além dos encontros mais alargados com todo o Presbitério, como a Missa Crismal, as Ordenações, a Assembleia do Clero, os vários encontros de formação, retiros, nos Arciprestados, «há também este cuidado do acompanhamento até aos dez anos de ordenação, de uma maneira mais próxima, com o bispo e com alguns delegados». Para que os sacerdotes sintam progressivamente a proximidade efetiva na reflexão e convivência, destacou o Arcebispo Metropolita de Braga.