O Centro Missionário Arquidiocesano de Braga (CMAB) abriu hoje, com a colaboração do projeto “Missão Amar(es)”, a exposição “Salama! Salama!, traduções e tradições da Missão de Ocua, Pemba, Moçambique” na Escola Secundária de Amares.
Trata-se de uma mostra itinerante que o CMAB preparou para mostrar o seu projeto missionário “Salama!” e a realidade de Moçambique, em particular a da paróquia de Ocua, onde a Arquidiocese de Braga tem uma equipa missionária ao abrigo de um acordo de cooperação missionária celebrado com a Diocese de Pemba.
A exposição foi apresentada pela primeira vez há cerca de um ano, no Museu Pio XII, em Braga, e desde então tem percorrido várias espaços da Arquidiocese de Braga. Na Escola Secundária de Amares ficará até meados de novembro. Depois será apresentada noutros espaços do concelho, incluindo o santuário da Abadia.
Na abertura, Sara Poças, coordenadora do CMAB, disse fazer todo o sentido mostrar esta exposição na Escola Secundária de Amares uma vez que o Centro Missionário Arquidiocesano tem uma parceria com o projeto “Missão Amar(es)” e, no âmbito dessa parceria , alunos daquela escola frequentam anualmente a formação de voluntariado missionário do projeto “Salama!” e acabam por fazer uma experiência missionária em Moçambique, na região de Chibuto. Além disso, o Centro Missionário celebra este ano o Outubro Missionário no Arciprestado de Amares.
A exposição “Salama! Salama!” é composta por vários painéis com fotografias de Moçambique que retratam várias realidades das comunidades onde está instalada a Missão Ocua e também o que acontece na “Missão Amar(es)”. É como que um roteiro que conduz ao modo de viver daquelas pessoas. Através destas imagens é possível ver como se vestem, como cozinham, como trabalham, em que condições habitam. A exposição retrata também elementos da natureza, a presença dos missionários, a religiosidade das comunidades e o conflito em Cabo Delgado através de uma instalação, com chinelos sobre terra, representando a deslocação/fuga das pessoas ameaçadas.
«O conflito naquela província de Moçambique continua e não podíamos deixar de lembrar a população deslocada que está a sofrer», disse Sara Poças.
O coordenador do projeto “Missão Amar(es), Bernardino Silva, destacou a pertinência de abrir esta exposição à comunidade em contexto escolar, numa altura em que a Igreja celebra o Outubro Missionário e depois de se ter assinado o Dia da Erradicação da Pobreza, uma realidade também presente nesta mostra.
«A ideia é sensibilizar as pessoas não só para estes contextos em Moçambique, mas também para o nosso projeto “Missão Amar(es)” que, de certa forma, acaba por ser o rosto do “Salama” e de África na própria Escola com o projeto que temos de voluntariado», disse.
Este ano, o projeto “Missão Amar(es) levou cinco alunos voluntários a Chibuto para uma experiência missionária nesta região de Moçambique. Para o próximo ano, está a ser formado um novo grupo de seis voluntários.
«Oxalá que esta exposição aberta à comunidade desperte ainda mais o interesse, mas o importante é sensibilizar e consciencializar as pessoas para as realidades diferentes que temos no mundo, as desigualdades, a situação de fome», disse Bernardino Silva.
Desde o lançamento deste projeto, já foram em missão 27 voluntários.
A diretora da Escola Secundária de Amares convidou a comunidade escolar e a população de Amares a visitarem esta exposição com diversas vertentes de missão, numa escola que, disse, «não se preocupa só em passar em ensinamentos».
«Aqui fazemos voluntariado e praticamos atos de solidariedade diariamente», salientou Flora Monteiro.
Na abertura esteve também o vereador da Câmara de Amares Delfim Rodrigues, que considerou esta mostra «muito importante» para os alunos e os amarenses tomarem consciência das dificuldades que se vivem em Moçambique.





