twitter

Centro Missionário de Braga mostra realidade de Moçambique em Amares

Centro Missionário de Braga mostra realidade de Moçambique em Amares galeria icon Ver Galeria
Fotografia

Jorge Oliveira

Jornalista

Publicado em 26 de outubro de 2023, às 18:06

Exposição “Salama! Salama!” patente na Escola Secundária até meados de novembro

O Centro Missionário Arquidiocesano de Braga (CMAB) abriu hoje, com a colaboração do projeto “Missão Amar(es)”, a exposição “Salama! Salama!, traduções e tradições da Missão de Ocua, Pemba, Moçambique” na Escola Secundária de Amares.

Trata-se de uma mostra itinerante que o CMAB preparou para mostrar o seu projeto missionário “Salama!” e a realidade de Moçambique, em particular a da paróquia de Ocua, onde a Arquidiocese de Braga tem uma equipa missionária ao abrigo de um acordo de cooperação missionária celebrado com a Diocese de Pemba.

A exposição foi apresentada pela primeira vez há cerca de um ano, no Museu Pio XII, em Braga, e desde então tem percorrido várias espaços da Arquidiocese de Braga. Na Escola Secundária de Amares ficará até meados de novembro. Depois será apresentada noutros espaços do concelho, incluindo o santuário da Abadia.  

Na abertura, Sara Poças, coordenadora do CMAB, disse fazer todo o sentido mostrar esta exposição na Escola Secundária de Amares uma vez que o Centro Missionário Arquidiocesano tem uma parceria com o projeto “Missão Amar(es)” e, no âmbito dessa parceria , alunos daquela escola frequentam anualmente a formação de voluntariado missionário do projeto “Salama!” e acabam  por fazer uma experiência missionária em Moçambique, na região de Chibuto. Além disso, o Centro Missionário celebra este ano o Outubro Missionário no Arciprestado de Amares.  

A exposição “Salama! Salama!” é composta por vários painéis com fotografias de Moçambique que retratam várias realidades das comunidades onde está instalada a Missão Ocua e também o que acontece na “Missão Amar(es)”. É como que um roteiro que conduz ao modo de viver daquelas pessoas. Através destas imagens é possível ver como se vestem, como cozinham, como trabalham, em que condições habitam. A exposição retrata também elementos da natureza, a presença dos missionários, a religiosidade das comunidades e o conflito em Cabo Delgado através de uma instalação, com chinelos sobre terra, representando a deslocação/fuga das pessoas ameaçadas.

«O conflito naquela província de Moçambique continua e não podíamos deixar de lembrar a população deslocada que está a sofrer», disse Sara Poças.

O coordenador do projeto “Missão Amar(es), Bernardino Silva, destacou a pertinência de abrir esta exposição à comunidade em contexto escolar, numa altura em que a Igreja celebra o Outubro Missionário e depois de se ter assinado o Dia da Erradicação da Pobreza, uma realidade também presente nesta mostra.

«A ideia é sensibilizar as pessoas não só para estes contextos em Moçambique, mas também para o nosso projeto “Missão Amar(es)” que, de certa forma, acaba por ser o rosto do “Salama” e de África na própria Escola com o projeto que temos de voluntariado», disse.

Este ano, o projeto “Missão Amar(es) levou cinco alunos voluntários a Chibuto para uma experiência missionária nesta região de Moçambique.  Para o próximo ano, está a ser formado um novo grupo de seis voluntários. 

«Oxalá que esta exposição aberta à comunidade desperte ainda mais o interesse, mas o importante é sensibilizar e consciencializar as pessoas para as realidades diferentes que temos no mundo, as desigualdades, a situação de fome», disse Bernardino Silva.

Desde o lançamento deste projeto, já foram em missão 27 voluntários. 

A diretora da Escola Secundária de Amares convidou a comunidade escolar e a população de Amares a visitarem esta exposição com diversas vertentes de missão, numa escola que, disse, «não se preocupa só em passar em ensinamentos».

«Aqui fazemos voluntariado e praticamos atos de solidariedade diariamente», salientou Flora Monteiro.

Na abertura esteve também o vereador da Câmara de Amares Delfim Rodrigues, que considerou esta mostra «muito importante» para os alunos e os amarenses tomarem consciência das dificuldades que se vivem em Moçambique.