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Comunidade de Lomar faz memória e agradece legado do padre Adérito Ribeiro

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Fotografia Avelino Lima

Jorge Oliveira

Jornalista

Publicado em 15 de outubro de 2023, às 16:38

Busto novo do antigo pároco, falecido em 2012, inaugurado hoje no adro da igreja

A comunidade paroquial de Lomar, Braga, reuniu-se hoje para prestar homenagem ao padre Adérito Ribeiro, antigo pároco de Lomar, falecido em 2012, numa eucaristia que marcou o encerramento das comemorações dos 10 anos da morte do sacerdote e dos 40 anos da dedicação da Igreja Nova de Lomar.

O momento ficou marcado pelo descerramento do novo busto do padre Adérito, no adro da igreja, ao que se seguiu uma romagem ao cemitério local, onde a paróquia depositou uma coroa de flores na sepultura do seu antigo pastor.

O padre Adérito Francisco da Costa Ribeiro serviu a comunidade de Lomar durante 47 anos e deixou reconhecida obra pastoral e material.

O atual pároco de Lomar, o padre Simon Okechukwu Ayogu, não conheceu fisicamente o padre Adérito, mas reconhece o seu legado na paróquia.

«Vendo a sua obra, vendo o que ele escreveu (não são obras publicadas, mas registos paroquiais) confirmo que passou por esta terra um homem grande, até me atrevo a dizer que passou por aqui um santo homem. Esta é uma homenagem justa e mais do que merecida», disse ao Diário do Minho, no final do descerramento do busto, em bronze.

Na Eucaristia, o padre Simon Ayogu convidou os paroquianos que conviveram com o padre Adérito a recordarem algum momento vivido com o sacerdote (uma missa, batizado, matrimónio ou funeral) e no final pediu que o saudassem de pé com uma salva de palmas.

Nesta celebração, em que também deixaram testemunhos o presidente da Junta de Freguesia e representantes da paróquia, entre os quais o secretário do Conselho Económico, o padre Simon agradeceu a cada uma das pessoas que participaram na missa e se associaram à homenagem, assim como aos familiares do sacerdote presentes.  Agradeceu ainda ao artista que fez o busto em bronze, Jorge Ulisses.

O presidente da Junta da União de Freguesias de Lomar  e Arcos, Eduardo Fernandes, recordou algumas marcas do antigo pároco de Lomar como «a educação e respeito que incutia» nos paroquianos e a sua «preocupação social».

«O padre Adérito foi um progressista, não pensou em fazer só obras para a Igreja, fez obras também para a comunidade», disse o autarca, revelando que a Junta, com a colaboração do Conselho Económico da Paróquia, vai avançar com uma proposta para atribuir o nome do padre Adérito a uma rua da freguesia.

«A Junta não podia deixar de se associar a esta homenagem. Quem conheceu o padre Adérito, como eu conheci durante quase meio século, e conviveu com ele sabe o quanto esta homenagem é justa», disse ao Diário do Minho.

Para Gerardo Esteves, secretário do Conselho Económico Paroquial, o padre Adérito, tratado na paróquia como «senhor abade Adérito», assumia uma «atitude de um pai, nem sempre para fazer a vontade, mas sempre para revelar a verdade».

«Não foi o mesmo em qualquer idade, mas com constante maturidade acompanhou a evolução de décadas do seu tempo (...) como um pai que persistentemente corrige, orienta e permanece sem cessar, sem esmorecer e deixar de lutar por um mundo melhor», disse.

Das obras edificadas em Lomar sob a orientação do sacerdote destacou a igreja nova com o centro catequético, a ampliação do adro,  a construção da residência paroquial e a construção do Centro Paroquial de Lomar.

«Gerou património e não deixou dívidas ou dificuldades. Equilibrado e sensato como era, herdamos uma contabilidade estável, com equilíbrio e sem preocupações para o dia a dia», acrescentou Gerardo Esteves.

Maria Ribeiro Rodrigues, irmã do padre Adérito, enalteceu o empenho da paróquia nesta homenagem ao seu antigo pastor e destacou a entrega do irmão ao longo de 47 anos, em Lomar.

«Ele veio para cá jovem, com 27 anos, e deu tudo de si a esta freguesia. Fê-lo por vontade própria e com amor, com dedicação e entrega total até ao fim da sua vida», notou.

O padre Adérito Francisco da Costa Ribeiro nasceu em Santa Eufémia de Prazins, Guimarães, em 6 de maio de 1937, e faleceu em 15 de setembro de 2012.