O organismo da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) indica explicitamente, em comunicado, os trabalhadores das áreas da hotelaria e restauração, transportes, limpeza urbana ou guias-intérpretes como potenciais destinatários desse respeito, e apela para o cuidado dos espaços onde decorrer a JMJ, “promovendo a separação do lixo, a reciclagem, a reutilização e não desperdiçando alimentos, água”.
Para o secretariado liderado pelo padre Miguel Lopes Neto, é necessário que os participantes na JMJ sejam “capazes de ser embaixadores de todo um pais e, num espírito de verdadeira cidadania, acolhendo como irmãos todos os que participarem nesta festa”, transformem o encontro mundial com o Papa “num marco na História da Igreja Portuguesa e na vida do país”.
“Este é sempre um momento de encontro da Igreja Universal, mas também um encontro de culturas, de povos, de tradições e diferentes formas de ser e de viver”, bem como uma ocasião para dar sinais claros de compromisso “com a defesa da sustentabilidade e que esta não se fica somente pelas dimensões associadas à preservação ambiental, mas se liga às questões da justiça social, da empregabilidade e do comércio justo, do respeito pela diversidade e pela inclusão”, sublinha a PT-P em comunicado.
No documento, a Pastoral do Turismo lembra que é pedido a todos que sejam “sinais e atores na construção de uma sociedade melhor”.
“Somos chamados a dar a conhecer a cultura que é própria dos portugueses e que tem uma forte dimensão de partilha e de aceitação do outro, motivando uma troca de experiências e um enriquecimento sem par, tal como nos pede o Papa Francisco, devemos efetivamente estar no mundo abertos a todos”, acrescenta.
O comunicado assinado pelo padre Miguel Neto defende, ainda, que a JMJ deverá “ser um espaço de ligação verdadeiro e fraterno, que convide todos os que se juntarem nestas datas a um compromisso real e forte com a edificação de um mundo mais justo e solidário, mais fraterno, um mundo onde cada um (…) é, verdadeiramente, um construtor da paz”.
Lisboa foi a cidade escolhida pelo Papa Francisco para a próxima edição da Jornada Mundial da Juventude, que vai decorrer entre os dias 01 e 06 de agosto deste ano, com as principais cerimónias a terem lugar no Parque Eduardo VII e no Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures.
As JMJ nasceram por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.
O primeiro encontro aconteceu em 1986, em Roma, tendo já passado, nos moldes atuais, por Buenos Aires (1987), Santiago de Compostela (1989), Czestochowa (1991), Denver (1993), Manila (1995), Paris (1997), Roma (2000), Toronto (2002), Colónia (2005), Sidney (2008), Madrid (2011), Rio de Janeiro (2013), Cracóvia (2016) e Panamá (2019).
A edição deste ano, que será encerrada pelo Papa, esteve inicialmente prevista para 2022, mas foi adiada devido à pandemia de covid-19.
O Papa Francisco foi a primeira pessoa a inscrever-se na JMJ Lisboa 2023, no dia 23 de outubro de 2022, no Vaticano.