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Resulima garante várias medidas para minimizar impactos de aterro em Barcelos

Resulima garante várias medidas para minimizar impactos de aterro em Barcelos
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Publicado em 24 de janeiro de 2023, às 12:04

Entre as medidas esta a redução «ao mínimo indispensável» da área da frente de trabalhos.

A sociedade gestora do aterro sanitário instalado em Paradela, Barcelos, afirmou esta terça-feira que tem vindo a implementar «várias medidas operacionais» no sentido de otimizar o processo produtivo, com o «objetivo primeiro» de minimizar qualquer impacto nas populações vizinhas.

Em resposta enviada à Lusa, a Resulima destaca, entre aquelas medidas, a redução «ao mínimo indispensável» da área da frente de trabalhos, bem como da quantidade de resíduos depositados em aterro.Alude também ao reforço da cobertura diária dos resíduos, à colocação de tela provisória no talude norte e nas bases dos taludes poente e sul e ao fecho do biofiltro existente, com consequente colheita e encaminhamento das emissões para tratamento em torre de lavagem química ou por adsorção em carvão ativado.

O fecho da zona da maturação, a colocação de coberturas nos tanques de tratamento biológico e a criação de uma barreira cénica de terras e árvores no extremo sul da instalação são outras das medidas elencadas pela Resulima.A sociedade fala ainda na colocação de contravento de canhão de odores direcionado, no aterro sanitário. «Assumimos, assim, o total compromisso e envolvimento da Resulima no sentido de garantir a todos os cuidados na operação das suas infraestruturas e no desenvolvimento da sua atividade de serviço público», acrescenta.

A sociedade gestora manifesta ainda «toda a disponibilidade» para receber os municípios, freguesias e moradores interessados, de modo a que possam ser verificadas ‘in loco’ as medidas implementadas, bem como o funcionamento de toda a Unidade de Valorização de Resíduos.

Após uma vistoria realizada a 4 de janeiro, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) anunciou que «estão reunidas as condições» para a emissão das licenças de exploração que ainda faltam ao aterro sanitário de Paradela.Segundo a CCDR-N, as licenças devem incluir, como condições ou medidas, a criação de uma barreira cénica e a implantação de uma cortina arbórea no extremo sul da instalação, no prazo máximo de dois meses.Outra condição é a apresentação, também no prazo de dois meses, dos resultados do “Estudo de avaliação de medidas adicionais de mitigação da emissão de odores”, com indicação detalhada do planeamento das novas medidas adicionais a implementar.

Em causa está o aterro sanitário do Vale do Lima e Baixo Cávado, que serve os municípios de Barcelos, Esposende, Viana do Castelo, Ponte de Lima, Arcos de Valdevez e Ponte da Barca.Custou cerca de 30 milhões de euros e foi inaugurado no início de 2022, tendo sido construído em Paradela, concelho de Barcelos, distrito de Braga, numa área próxima à antiga lixeira de Laúndos, na Póvoa de Varzim, no distrito do Porto.

A estrutura tem sido contestada, desde o início do funcionamento, pelas localidades vizinhas, nomeadamente do concelho da Póvoa de Varzim, por causa dos maus cheiros.A Câmara da Póvoa de Varzim já anunciou que está ultimar uma ação judicial contra o Estado, por considerar que não existiu fiscalização suficiente ao aterro.Por seu lado, a Junta de Freguesia de Laúndos também já disse que vai recorrer às instâncias da União Europeia para denunciar os “maus cheiros” provenientes daquela estrutura.


Autor: Redação/Lusa