“Tendo em conta a situação de seca, os impactos das alterações climáticas no nosso distrito, o reduzido número de operacionais no terreno, quando comparados com o número de ocorrências e de área ardida registados anualmente e, sobretudo, tendo presente que o sucesso na prevenção e combate a incêndios nos últimos anos aumenta a carga de combustível presente na floresta, há um incremento do risco e o perigo de termos um ano muito difícil”, declara o também presidente da Câmara de Caminha. Miguel Alves acredita que o principal foco deve ser "estar atentos e aptos a operar, em conjunto com todos os agentes de Proteção Civil, incluindo os municípios e contando com o comportamento correto dos cidadãos, quer no uso de água, quer na prática da agricultura, silvicultura ou pastorícia, ou na fruição do espaço florestal por lazer".
Em maio, durante as celebrações do Dia Nacional dos Sapadores Florestais, Miguel Alves disse queno distrito de Viana do Castelo já tinha ardido, desde janeiro, a mesma área que em todo o ano de 2021, tendo sido registados 376 incêndios que consumiram 2 179 hectares. "Este ano, Viana do Castelo é o quarto distrito com mais incêndios e o segundo com mais área ardida. Seis dos nossos 10 concelhos estão ente os 20 municípios nacionais com maior área ardida", apontou. Para o autarca, a região está “a ser vítima” do seu “próprio sucesso”, uma vez que, “nos últimos anos, o nível de incêndios e área ardida tem vindo a baixar”.
Autor: Redação/Lusa