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Presidenciais: Freguesia de Cambeses apela ao "não voto" por falta de saneamento

Presidenciais: Freguesia de Cambeses apela ao "não voto" por falta de saneamento
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Publicado em 21 de janeiro de 2021, às 09:50

Miguel Costa Gomes, disse que a questão do saneamento em Cambeses “está dependente” da construção de uma estação de tratamento de águas residuais (ETAR) em Cristelo.

Um grupo de cidadãos de Cambeses, Barcelos, está a promover um “boicote” às eleições presidenciais de domingo, apelando ao “não voto”, em protesto contra a falta de saneamento na freguesia. José Campos, um dos dinamizadores do protesto, disse hoje à Lusa que, no domingo, haverá uma “pequena manifestação” em frente à Junta de Freguesia, para dar conta do “descontentamento” da população. “Estamos há 12 anos à espera do saneamento, penso que é altura de elevarmos a nossa voz, para ver se as entidades responsáveis acordam”, referiu. Explicou que em 2008 foram instaladas, na freguesia, as redes de água e saneamento. Os moradores, acrescentou, “foram obrigados” a fazer a ligação à rede de água. No entanto, a rede de saneamento “nunca foi ligada”. As águas residuais “são despejadas para a via pública e coletores de águas pluviais que vão parar ao rio”. “Cheira mal na freguesia e é um atentado à saúde pública”, refere um documento distribuído pelos organizadores do protesto. Assim, os eleitores da freguesia são convidados a, no domingo, dirigirem-se até à Junta de Freguesia, onde vai decorrer o ato eleitoral, mas a ficarem à porta. “Não vamos pôr cadeados nem nada disso. Quem quiser votar, poderá votar. Mas vamos estar lá a apelar ao não voto”, acrescentou José Campos. Hoje, em videoconferência de imprensa, o presidente da Câmara, Miguel Costa Gomes, disse que a questão do saneamento em Cambeses “está dependente” da construção de uma estação de tratamento de águas residuais (ETAR) em Cristelo, manifestando-se esperançado de que a obra seja financiada pelo Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR) “Se não for possível, temos de arranjar uma forma”, acrescentou. Quanto ao protesto anunciado para domingo, Costa Gomes disse compreender a vontade da população em dispor de uma rede de saneamento, mas frisou que “não vai ser o boicote que vai alterar a situação atual”.
Autor: Redação / NC