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Festival do Vinho do Vade vai repetir-se no próximo ano

Festival do Vinho do Vade vai repetir-se no próximo ano
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Publicado em 30 de janeiro de 2017, às 00:17

Criação de uma marca identificativa do vinho do Vade é uma possibilidade que está a ser pensada

A primeira edição do Festival do Vinho do Vade superou as expetativas da entidade organizadora, que traçou um balanço «extremamente positivo» a nível da adesão do público e do envolvimento dos expositores.

«A adesão foi espetacular», qualificou o presidente da Junta da União de Freguesias do Vade, Carlos Cação, assegurando que o evento é para manter e se possível para melhorar nos próximos anos.

Uma das novidades para a edição do próximo ano é a introdução de um concurso para a «eleição do melhor vinho verde das terras do Vade».

É que no horizonte está a possibilidade de se criar uma marca de vinho associada a este território do norte do concelho de Vila Verde que confina com Ponte da Barca, onde também se produz vinho verde de grande qualidade. 

Depois deste festival, Carlos Cação vai aferir o interesse e a vontade dos produtores, mas não esconde que há a ambição de no futuro «registar a marca» com o nome "Vinho Terras do Vade" ou com outra a designação.

Para o presidente da Câmara de Vila Verde, António Vilela, que visitou o festival a meio da tarde, a ideia de criar um rótulo e comercializar o vinho do Vade seria uma mais-valia para a economia do concelho.

«Há já várias marcas de vinho no concelho, mas aqui a zona do Vade tem uma área de vinho muito específica, com caraterísticas únicas, e seria interessante que os agricultores pudessem unir-se nesse objetivo de criarem uma marca coletiva para melhor poderem comercializar o seu produto», disse. 

O autarca lembrou que o vinho verde, um produto próprio da região minhota, passou por momentos de «dificuldade», mas atualmente está em «crescimento» e em «desenvolvimento» e tem contribuído para o enriquecimento da economia do país, através não apenas da sua comercialização interna, mas também da sua venda nos mercados externos.

«O vinho verde foi um dos vinhos que mais cresceram em termos de exportações, por isso acho que todas as iniciativas que forem feitas para valorizar a nossa agricultura são bem-vindas, tanto mais que estas iniciativas além de valorizarem a atividade agrícola, valorizam também o potencial económico do concelho, a criação de emprego e provavelmente até diminuem um pouco aquilo que poderia ser a desertificação de alguns territórios», acrescentou António Vilela.

No pavilhão multiusos na Portela do Vade estiveram 13 produtores vinícolas da área da União de Freguesias de Vade (Atães, Codeceda, Covas, Penascais e Valões). Um deles foi Manuel Martins, de Valões, que produz por ano, em média, três mil litros de vinho verde. Além de comercializar na região, fornece um restaurante em Lisboa, mas nem todos os anos consegue escoar totalmente o produto.

Segundo este produtor, o vinho da zona do Vade é de «excelente qualidade» e a sua comercialização com uma marca identificativa seria um «sucesso». No recinto, para acompanhar o vinho havia caldo verde, fumeiro e outras iguarias.

 


Autor: Jorge Oliveira