twitter

Classificação das pesqueiras do rio Minho em consulta pública

Classificação das pesqueiras do rio Minho em consulta pública
Fotografia

Publicado em 14 de setembro de 2022, às 11:56

A consulta pública tem a duração de 30 dias.

A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) abriu esta quarta-feira um período de consulta pública para a inscrição das pesqueiras do rio Minho no Inventário Nacional do Património Imaterial. Segundo anúncio publicado em Diário da República (DR),assinado pela subdiretora-geral da DGPC, Rita Jerónimo e datado de 2 de setembro, a consulta pública tem a duração de 30 dias.

O curso internacional do rio Minho concentra, nas duas margens, só no troço de 37 quilómetros, entre Monção e Melgaço, cerca de 900 pesqueiras, «engenhosas armadilhas» da lampreia, do sável, da truta, do salmão ou da savelha.Das 900 pesqueiras existentes, em Portugal estão ativas 160 e, do lado espanhol, cerca de 90.

«São um património único no Alto Minho e no país. A sua importância incalculável levou a que a Câmara de Melgaço lançasse a candidatura das pesqueiras do rio Minho ao registo nacional de património imaterial. Atualmente, o processo está a ser conduzido pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho», afirmou à Lusa, em maio, o presidente da Câmara de Melgaço, Manoel Batista.

Segundo o sistema de gestão do Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, «a denominação ‘A Pesca nas Pesqueiras do Rio Minho’ abarca os saberes e conhecimentos praticados pelos pescadores do troço internacional do rio Minho, tendo em conta a criação e adaptação de ‘Artes da Pesca’ às contingências espaciais e naturais de parte do rio Minho, transformando-o numa paisagem cultural, junto com sofisticados processos sociais de construção e partilha das ‘pesqueiras’».

«Este processo destaca-se enquanto património cultural imaterial, na forma como as comunidades humanas ribeirinhas ao rio Minho conseguiram entender o contexto ecológico e usar os recursos à sua disposição, dentro das condições orográficas, geológicas, hidrológicas, haliêuticas, social e ambientais do espaço referencial ao ecossistema onde vivem», lê-se no site do sistema.

Em agosto de 2020, em Melgaço, aquando da apresentação da candidatura das pesqueiras a património imaterial, a então secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, Ângela Ferreira, referiu que a classificação também ocorrerá na Galiza.Ângela Ferreira explicou que são processos autónomos, apesar de se tratar de um património transfronteiriço: «cada um dos países avança com a candidatura ao registo nacional. Do lado português a candidatura é coordenada pela DGPC e, do lado espanhol, pela sua congénere», disse.


Autor: Redação/Lusa