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BE pede ao Governo que “acompanhe situação” da Solidal

BE pede ao Governo que “acompanhe situação” da Solidal
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Publicado em 10 de julho de 2018, às 16:48

Solidal não pagou salários de junho.

O Boloco de Esquerda (BE) pediu ao Governo que acompanhe a situação da Solidal. Comodeu nota em primeira mão o Diário do Minho na passada sexta-feira, a Solidal vive grave situação económica que levou inclusive ao não pagamento do salário de junho.   Situação esta que motivou os bloquistas, através do deputado Pedro Soares, a exigir àAssembleia da República uma "intervenção urgente” que permita garantir que “a legislação laboral é cumprida e que os salários são pontualmente pagos”. Em requerimento dirigido ao Ministério do Trabalho e da Segurança Social, o BE refere que a empresa tem obtido “importantes financiamentos públicos”, através do QREN, que ascendem acerca de 12 milhões de euros.
“O pagamento pontual da remuneração é uma das principais obrigações das entidades empregadoras, sendo preocupante que uma empresa com esta dimensão possa estar em risco de deixar de laborar, invocando a necessidade de um investimento para assegurar a laboração e o pagamento de salários”, diz ainda o requerimento dos bloquistas.
  A administração da Solidal acusa o Bloco de Esquerda de estar “intencionalmente e maliciosamente” a deteriorar a imagem da empresa, “em prejuízo dos trabalhadores”. Lembra que a preservação do valor da empresa e do negócio que desenvolve é “fundamental” para o sucesso das negociações em curso e, consequentemente, para a manutenção dos seus postos de trabalho. A empresa emprega 330 pessoas, maioritariamente residentes nos concelhos de Esposende, Póvoa de Varzim, Barcelos e Porto. Caso as negociações em curso com investidores tenham sucesso, a empresa, garante a administração, “tem condições para crescer e criar emprego”, disse ao Diário do Minho.
Autor: Nuno Cerqueira