A presidente da Caminha revelou hoje que vai avançar com “já" com a contratação da empresa que elabore o projeto de reposição do paredão da praia de Moledo que, na segunda-feira, sofreu um “abatimento significativo”.
“O objetivo é ver com a empresa a quem for adjudicado o projeto, medidas de contenção do paredão, para que possamos ter alguma normalidade, dentro do possível, para a próxima época balnear. Para conseguirmos conter o resto do paredão que ali está”, afirmou Liliana Silva.
A autarca social-democrata que, na terça-feira, esteve reunida com técnicos da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), explicou que a zona intervencionada pela autarquia, no início de fevereiro, “foi a que segurou o paredão, para que o mar não derrubasse tudo”.
“Até o bar que existe na proximidade podia ter ido por arrasto. Na parte lateral, para sul, toda essa zona acabou por abater, porque o paredão estava todo oco por baixo, sem areia”, especificou.
A presidente da Câmara de Caminha, no distrito de Viana do Castelo apelou à população que seja cautelosa por causa “das marés de março”.
“Neste momento, o que aconteceu foi que o próprio paredão que sustenta toda a via derrocou e apercebemos-mos que a parte de baixo está toda sustentada em areia, não tem qualquer fundação e nós não sabemos o estado todo dele por baixo. Portanto, vamos ter de fazer uma sondagem, perceber como é que ele está, para depois poder fazer a intervenção”.
A autarca social-democrata alertou que a reposição do paredão da praia de Moledo vai ser “uma empreitada muito grande, e que não vai ficar concluída nem em quatro, nem em cinco, nem em seis meses".
“É bom que haja essa consciência. Vai ser uma empreitada para demorar ainda alguns meses largos, porque estamos junto ao mar, tem de haver condições de segurança, a maré não pode estar em cima, estamos a falar de uma empreitada com algumas especificidades muito concretas”, frisou.
Além de demorada, a empreitada vai ser “muito cara”.
“Estamos a falar de uma empreitada de milhões. Já temos uma linha de financiamento do programa Portugal 2030, mas, mesmo assim, é uma empreitada muito, muito grande que nos vai obrigar, por parte do município também, a um grande esforço financeiro”, realçou.
“Ninguém estava a contar que isto pudesse acontecer. O mar não nos tem dado tréguas, em toda a costa e, agora, temos de resolver os problemas. Vai ser necessário que haja cautela”, referiu.