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Região qualifica enoturismo para consolidar o setor como fonte de rendimento

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Fotografia DR

Redação

Publicado em 28 de fevereiro de 2026, às 23:26

Produtores dos Vinhos Verdes apresentam novidades em certame no Porto.

A região está a trabalhar na capacitação da oferta de enoturismo, para que este setor atinja o patamar de excelência a nível global, consolidando-se como uma fonte de rendimento para os produtores de vinho.

A aposta na capacitação foi revelada pela presidente da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, Dora Simões, no âmbito da Essência do Vinho – Porto, cuja 22.ª edição chega ao fim este domingo, no Palácio da Bolsa, organizada pela Essência Company.

Os Vinhos Verdes voltam a marcar presença neste evento com três provas comentadas. «Estas ações não são muito dirigidas à venda do vinho em si. Têm sobretudo uma perspetiva de formação, para que, mais tarde, as pessoas compreendam que estão a beber e possam comprar vinhos sobre os quais sabem mais», adianta.

Esta responsável acrescenta que a região conta com «uma representação bastante boa», num evento que contabiliza um total de cerca de 400 produtores, com aproximadamente 4 mil referências em prova. Os Vinhos Verdes estão a suscitar interesse, com diversos produtores a aproveitarem este certame para apresentarem as novidades ao mercado, assim como para divulgarem as suas propostas de enoturismo.

Dora Simões refere que a região conta com 43 operadores na área do enoturismo, registando-se novas adesões a esta rota. Na sua opinião, este é um negócio específico, complementar à venda de vinho no mercado nacional e internacional, muito interessante em termos de margens para os produtores.

A responsável explica que, no âmbito do projeto de enoturismo com o Turismo do Porto e Norte e com as outras comissões de viticultura da região, está a ser desenvolvido um programa de capacitação das empresas e de promoção do enoturismo rumo à excelência. «As empresas têm maturidades diferentes, não estão todas na mesma fase de avanço do seu negócio», constata, referindo que o que a Comissão de Viticultura pode fazer é «proporcionar formação» para que cada um possa gerir o seu negócio da forma que entender.

 

Setor do vinho está dinâmico

O diretor de Conteúdos da Essência Company, José João Santos, considera que o setor do vinho «está dinâmico», apesar de ter de enfrentar as diferentes fases do mercado internacional. «Têm sido concretizados negócios, têm sido abertos novos mercados por uma diversidade de produtores», constata.

Considerada como o principal evento de vinhos em Portugal, fazendo parte do circuito europeu, a Essência do Vinho encerra a Wine and Travel Week, que recebeu cerca de duas centenas de agentes internacionais, impulsionando o vinho e enoturismo portugueses. Este responsável enfatiza que o enoturismo representa mais de 20% do total da faturação de muitos projetos de vinho.

O programa da Essência do Vinho inclui, este domingo, a 2.ª edição do “Veni, Vini, Vici”, salão que reúne dezenas de produtores da chamada corrente alternativa.
 

Vinhos do Alentejo, Douro e Madeira vencem “top 10”
 

A 20.ª edição da prova “Top 10 Vinhos Portugueses” premiou vinhos do Alentejo, do Douro e da Madeira.

Nos tintos, o vencedor é o Menin Maria Fernanda 2021 (Menin Douro Estates), seguido pelo Pintas 2023 (Wine & Soul), Cartuxa Reserva 2019 (Fundação Eugénio de Almeida) e Quinta Dona Sancha Vinha Ancestral 2019 (Quinta Dona Sancha).

Morgado de Oliveira 1.ª Edição (Fitapreta Vinhos) venceu nos brancos, seguido pelo CV Curricum Vitae 2022 (Van Zellers & Co.) e Quinta da Alorna Solera Creations (Quinta da Alorna).

D’Oliveiras Terrantez 1890 (Pereira d´Oliveiras Vinhos) ganhou nos forticados, seguido pelo Barbeito Pai António Verdelho 50 Anos (Vinhos Barbeito) e Kopke Porto Tawny 80 Anos (Kopke Group by Escotet Family Estates).

Para o diretor da diretor da Essência Company, Nuno Pires, esta é «uma das competições mais relevantes do setor» e o prestígio das distinções atribuídas é reforçado pela «elevada qualidade dos produtores participantes e a exigência do júri».

Um júri internacional de especialistas de 14 nacionalidades avaliou em prova cega – sem conhecimento prévio dos vinhos em questão – um total de 61 amostras.