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Museu Bienal de Cerveira dedica ciclo expositivo ao Brasil e à liberdade

Museu Bienal de Cerveira dedica ciclo expositivo ao Brasil e à liberdade
Fotografia DR

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 11 de março de 2024, às 11:28

A partir do dia 23 de março.

O Museu Bienal de Cerveira acolhe a partir de dia 23 um ciclo expositivo dedicado ao Brasil, inaugurando três mostras com 64 artistas e “reflexões contemporâneas sobre liberdade, igualdade e pluralidade”, foi divulgado esta segunda-feira.

Em comunicado, a Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC) revelou que a exposição “É bonita a festa, pá!” junta, no Fórum Cultural de Cerveira, 42 artistas brasileiros residentes em Portugal e noutros países da Europa, tendo curadoria coletiva de Helena Mendes Pereira, Cristiana Tejo + NowHere. “Passados mais de 200 anos do Grito do Ipiranga propomos ao público celebrar a diáspora brasileira através de reflexões contemporâneas sobre liberdade, igualdade e pluralidade, temáticas que enquanto instituição também nos preocupam e interessam explorar”, explicou o presidente da FBAC, Rui Teixeira, citado na nota de imprensa.

O também presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira, no distrito de Viana do Castelo, indicou que o “grande momento da programação apresenta três exposições, uma delas com especial destaque para a criação artística brasileira, trabalhos criados em residência artística e obras da Coleção” da FBAC.

Para o biénio 2023/2024, que desembocará na organização da XXIII Bienal Internacional de Arte de Cerveira (de 20 de julho a 30 de dezembro), a FBAC está a “convocar novos olhares – de artistas, curadores, colecionadores e de outras estruturas de criação e programação – para pensar a Liberdade, em tempos complexos como os que [se vivem atualmente]”. “És livre? é a pergunta colocada, de forma direta, aos públicos, antecipando e assinalando os 50 anos do 25 de abril de 1974”, refere a Bienal.

Em resposta a esta pergunta, Vila Nova de Cerveira quer ouvir “diferentes sotaques e idiomas”. Em vez de “coros afinados de vozes iguais”, procura-se a “diversidade do ruído, a paz da multiplicação de hipóteses, a mescla que é o mundo e que habita dentro de cada um de nós”. “Seguindo a estratégia adotada da existência de um país convidado para cada edição da bienal, o Brasil tem destaque na programação da FBAC, o que se reflete em parcerias com estruturas de programação e criação do país irmão, em exposições exclusivamente dedicadas a artistas naturais do Brasil e no convite a curadores brasileiros para, em Liberdade, olharem a nossa coleção”, descreve a fundação.

Também no dia 23, é inaugurada a exposição "Livre trânsito_ciclo permanente de residências e intervenções artísticas", que encerra a 25 de maio. Com curadoria de Mafalda Santos, serão apresentados os trabalhos realizados durante a residência artística em Vila Nova de Cerveira dos artistas Daniel Schürer e Katia Kameli.

Já o espaço da Galeria Bienal de Cerveira, localizado no centro da vila, apresenta a exposição da coleção da FBAC “Volátil”, com curadoria de Elisa Noronha. A partir de uma seleção de 20 artistas, a mostra propõe “uma reflexão sobre a cultura visual contemporânea que parte de uma articulação entre o passado, o presente e o futuro, reforçando a importância histórica e artística do acervo, que acompanha a própria construção da democracia”.

A sessão inaugural “contará, ainda, com a apresentação da performance poético-musical ‘Santa Barba’ de Paulo Pinto”. Nesta ação, o intérprete vai “abrir o seu coração, des/afetos, para fazer as pazes com a sua criança vi(ol)ada, contando/cantando histórias de si e de pessoas que atravessaram a sua vida e deixaram esperanças”. Conta com a colaboração musical de Celo Costa e produção de Dori Nigro e Paulo Pinto.