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Associação denuncia falta de medicação para artrite reumatóide na ULS do Alto Minho

Associação denuncia falta de medicação para artrite reumatóide na ULS do Alto Minho
Fotografia DR

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 05 de março de 2024, às 14:38

A associação refere que a ULSAM não está a disponibilizar o tratamento para a artrite reumatoide.

A presidente da Associação dos Doentes com Artrite Reumatoide (ANDAR), Arsisete Saraiva, denunciou esta terça-feira que a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) não está a disponibilizar o tratamento para a artrite reumatoide.

À Lusa, Arsisete Saraiva revelou que a associação recebeu reclamações de três doentes, seguidas no hospital Conde Bertiandos, em Ponte de Lima, que não conseguiram levantar o medicamento "tocilizumabe" na farmácia do hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo. As doentes foram informadas que o medicamento [indicado para o tratamento da artrite reumatoide moderada a grave], totalmente comparticipado pelo Estado desde 2007, não está disponível.

A Lusa contactou a administração da ULSAM, mas ainda não obteve resposta.

A responsável acrescentou que o número de doentes sem acesso ao tratamento pode ser maior, uma vez que muitos têm “medo de represálias se fizerem a reclamação no livro amarelo”. “O livro de reclamações ajuda a resolver os problemas”, sustentou. Arsisete Saraiva adiantou que uma das doentes de Ponte de Lima que denunciou o caso junto da ANDAR, “está há mais de uma semana sem fazer o tratamento e, por esse facto, a entrar em sofrimento”.

A presidente da ANDAR adiantou ter enviado, na segunda-feira, um pedido de esclarecimento, por ‘email’ ao presidente do conselho de administração da ULSAM, sobre as razões que estão na origem da falta do medicamento e a “reclamar a resolução do problema, o mais rapidamente possível”, mas ainda não obteve resposta. De acordo com a responsável, a Andar contactou o laboratório responsável pela produção do fármaco que garantiu não haver rutura de ‘stock’.

A ULSAM é constituída por dois hospitais: o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas dos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo, e algumas populações vizinhas do distrito de Braga. Em todas aquelas estruturas trabalham mais de 2.500 profissionais, dos quais cerca de 500 médicos e mais de 800 enfermeiros.