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Viana defende duplicação do porto comercial com base em estudo de mercado

Viana defende duplicação do porto comercial com base em estudo de mercado
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Redação

Publicado em 22 de outubro de 2023, às 11:02

Documento apresentado ao conselho empresarial

O presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, reuniu com o Conselho Empresarial Estratégico de Viana do Castelo (CEEVC) para apresentação aos empresários do “Estudo de Mercado para o desenvolvimento do Porto de Viana do Castelo”, documento que defende a duplicação da área do porto comercial vianense, informou a autarquia. O autarca Luís Nobre destacou o facto de diversos stakeholders terem sido convidados a participar neste estudo que pretende “impactar” o presente e o futuro do porto marítimo.

 «O envolvimento dos agentes locais, de uma forma diversificada, em todas as atividades do território, desde a pesca até à academia e investigação, é essencial», declarou, esperando que o porto marítimo «seja o espaço de amarração de todas estas realidades». Segundo o autarca, «o porto marítimo tem de ser colocado ao serviço das mais diversas atividades, das que cá estão e das que podem surgir», reforçou.

 O presidente do conselho de administração da APDL – Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, João Neves, considerou que o estudo «traz informações para que o porto saiba em que sentido deve avançar», considerando que «é um ponto de partida» para o futuro da infraestrutura. «Precisamos de ter mais área. É o que diz o estudo e acreditamos que se o porto se reorientar, pode crescer», defendeu, afirmando que podem instalar-se indústrias variadas dentro do porto vianense.

De acordo com as conclusões e recomendações do estudo, apresentado pelo especialista Miguel Marques, da Skipper & Wool, «o perfil futuro do porto marítimo de Viana do Castelo pode passar pela melhoria do seu porto comercial e pelo reforço da polivalência, em torno de todas as oportunidades geradas pela descarbonização e pela sustentabilidade social, económica e ambiental, sendo um espaço ainda mais privilegiado para o desenvolvimento das energias renováveis offshore e onshore, o desenvolvimento da construção, fabrico, reparação e reconversão de embarcações e equipamentos navais necessários à descarbonização e inclusivo», entre outros aspetos.