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António Costa inaugurou unidade têxtil de 15 milhões em Guimarães

António Costa inaugurou unidade têxtil de 15 milhões em Guimarães
Fotografia DM

Rui de Lemos

Jornalista

Publicado em 21 de outubro de 2023, às 11:32

JF Almeida cria 45 novos postos de trabalho

A nova unidade de acabamentos da JF Almeida «é um momento inspirador e um sinal de confiança importante para um setor industrial que é dos mais relevantes na economia portuguesa», considerou e elogiou, ontem, o primeiro-ministro, António Costa, na sessão inaugural.

A nova unidade dedicada aos acabamentos têxteis abre uma nova etapa na vida da empresa têxtil JF Almeida, uma indústria de referência com cinco unidades instaladas na vila de Moreira de Cónegos que acrescenta aos felpos uma nova linha de produção dedicada ao segmento de roupa de cama.

Fruto de um investimento global de 15 milhões de euros, que permitiu mais inovação, modernização e também aumentar a sua capacidade produtiva, com a aquisição de uma nova râmula, a nova unidade permite fazer acabamentos têxteis para outras empresas e aumentar a posição de mercado nos Estados Unidos da América.

Fundada em 1979, aquela têxtil vimaranense emprega atualmente 830 pessoas, fatura 58,5 milhões de euros e exporta 95% da produção, sobretudo para o mercado europeu. Com o novo investimento, que permitiu também apostas importantes na sustentabilidade ambiental, a empresa familiar espera chegar aos 80 milhões de euros de faturação em sete anos.

«Orgulhamo-nos do passado, investimos no presente, com determinação e com o apoio de todos confiamos e acreditamos no futuro. Somos e seremos um projeto de futuro, uma fábrica de futuro, com a segurança que os trabalhadores merecem, a inovação e a qualidade que os clientes procuram e a sustentabilidade que o planeta impõe», assinalou e apontou o presidente do conselho de administração da JF Almeida, Joaquim Almeida.

Orgulhoso do percurso e da aposta na qualidade, mas de olhos postos em novos produtos, mercados e desafios, Joaquim Almeida acrescentou que «estamos conscientes do papel que temos enquanto entidade empregadora e da posição cimeira enquanto grande produtor e grande exportador no setor dos têxteis-lar, em que o nosso país é reconhecido como uma referência.

É um orgulho que nos responsabiliza e nos exige muito no presente», marcado por dificuldades geradas pelas «incertezas permanentes» e aumento de preços nas matérias-primas e energia, além de «taxas de juro galopantes», considerou, pedindo o «apoio de todos, entidades políticas, financeiras, clientes, parceiros e colaboradores», além de «respostas ágeis e adaptadas à nossa realidade».

Notando que o setor têxtil representa 22% das empresas da indústria transformadora, 23% do emprego na indústria transformadora e representou, em 2022, cerca de 7 mil milhões de euros em volume de negócios, António Costa sublinhou que «é uma indústria, hoje, fortemente exportadora e essa capacidade de competitividade assenta num forte investimento na inovação e na capacidade de adaptação em contextos que são, muitas vezes, desafiantes», tal como o atual. Mas «é este o percurso que temos de continuar a fazer», concluiu.