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CIM Cávado apela ao diálogo entre ministro e profissionais de saúde

CIM Cávado apela ao diálogo entre ministro e profissionais de saúde
Fotografia DR

Redação

Publicado em 04 de outubro de 2023, às 14:22

Autarcas preocupados com fecho das Urgências de Barcelos

O Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Cávado (CIM Cávado) manifestou-se, ontem, preocupado com o anúncio do encerramento do Serviço de Urgência e de Medicina Interna do Hospital de Barcelos durante o mês de outubro. Em nota de imprensa, os presidentes dos seis municípios que compôem a CIM Cávado afirmam que o fecho daquele serviço «vai traduzir uma perda efetiva para os municípios de Barcelos e Esposende», tendo também «impacto nesta sub-região, bem como na sub-região do Ave que terão de contar com uma maior afluência aos serviços de urgência daquele território».

Afirmando-se «atentos aos desenvolvimentos em matéria de saúde, se ja no âmbito do processo de descentralização ou na articulação com os Fundos Europeus», salientam que «a escalada na instabilidade nos serviços de urgência a que Portugal têm assistido nos últimos tempos, assume contornos de gravidade que devem ser debelados de imediato sob pena de se alastrar a outras especialidades, como por exemplo, os serviços de consulta e/ou de cirurgias». 

«Há constrangimentos nos serviços de urgência hospitalar que têm de ser resolvidos pela via do diálogo, entre os profissionais de saúde e a tutela ministerial, de forma a não prejudicar aqueles que se encontram numa situação de fragilidade e não colocar em risco a saúde e a vida da nossa comunidade», acrescentam os autarcas. A CIM Cávado afirma, igualmente, ser «notória» a «degradação das condições de trabalho na área da saúde, que não atinge apenas a classe médica, mas também enfermeiros, auxiliares, funcionários de limpeza, de manutenção e/ou pessoal administrativo».

Refere ainda aquele Conselho Intermunicipal que «não esquece todo o esforço e empenho do universo de profissionais que estiveram na primeira linha da resposta à crise sanitária que o país e, em particular, o Serviço Nacional de Saúde, tiveram de suportar».

Citado na mesma nota, o presidente do Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Cávado, Ricardo Rio, apela «a que a tutela ministerial e os profissionais de saúde, encontrem vias de diálogo, com sensibilidade e bom senso, que consiga, de imediato, estancar este problema», acrescentando que «isto é uma questão de lógica, se uma determinada especialidade começa a obter condições negociais mais favoráveis por força de uma reivindicação como esta, os outros profissionais das outras áreas, a curto prazo, podem dizer que se sentem discriminados face a essas mesmas condições».

 A finalizar, Ricardo Rio, recorda ser necessário «voltar a equacionar outros mecanismos de gestão como as parcerias público-privadas na saúde ou um novo enquadramento do sistema nacional de saúde em articulação com o privado ou o terceiro setor».