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Escuteiros da Região de Braga iniciam ano desafiados a trocar os medos pelos sonhos

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Fotografia Jorge Oliveira

Jorge Oliveira

Jornalista

Publicado em 01 de outubro de 2023, às 10:14

Abertura Regional do Ano Escutista em Vila Verde congregou perto de 8 mil pessoas

Perto de 8 mil escuteiros participaram, ontem, em Vila Verde, na Abertura Regional do Ano Escutista (ARAE). Um momento festivo, marcado pela alegria, animação e convívio, em que os escuteiros foram desafios a substituir os medos pelos sonhos.

Foi em ambiente de alegria, convívio e animação que decorreu, ontem, em Vila Verde a Abertura Regional do Ano Escutista (ARAE). No centro da vila, durante uma tarde de intenso calor, congregaram-se perto de 8 mil escuteiros provenientes dos nove núcleos da Região de Braga do CNE para assinalar o início do novo ano escutista.

Nesta ARAE, os escuteiros foram incentivados a substituir os medos pelos sonhos conforme desafiou o Papa Francisco num encontro com os jovens universitários na JMJ em Lisboa. 

A mensagem serviu de lema para esta primeira atividade marcante dos escuteiros da Região de Braga no ano escutista 2023/24 e foi repetida várias vezes ao longo do encontro.

«Substituí os vossos medos por sonhos. Aquilo que nos faz vencer os medos é a certeza de que nós não estamos sós, Jesus Cristo está connosco», exortou o Assistente Espiritual da Região de Braga do CNE, o padre Pedro Sousa, na cerimónia de envio.

No palco montado na Praça de Santo António, em frente à Biblioteca Municipal, dois escuteiros começaram por dar as boas-vindas aos escuteiros ali presentes, ao que se seguiram alguns momentos de animação em palco, desde demonstrações de trial por escuteiros à atuação da Tuna Feminina do IPCA.

Terminado este momento os escuteiros participaram em várias jogos e dinâmicas em diferentes espaços da vila, onde tiveram oportunidade de interagir com associações locais como a Academia de Música de Vila Verde, a cooperativa Aliança Artesanal. 

Queremos que o CNE seja uma casa que acolhe a todos, dando forma às palavras do Papa Francisco, “todos, todos, todos”». 

Na terra dos lenços de namorados, cada agrupamento “bordou” o seu lenço e na cerimónia de envio foram todos apresentados, formando um todo com a menagem alusiva a esta ARAE.  

Além de incentivar os escuteiros a substituírem os medos por sonhos, o padre Pedro Sousa pediu ao CNE que seja uma casa que acolhe a todos, dando forma às palavras do Papa Francisco, “todos, todos, todos”. 

Neste início do segundo centenários do CNE é com uma «responsabilidade acrescida» que a Região de Braga, berço do Escutismo, encara este novo ano escutista.

Catarina Miranda, Chefe da Região, referiu que os escuteiros da Região de Braga estão unidos à Arquidiocese no propósito de construir uma Igreja sinodal e samaritana e empenhados em dar seguimento às mensagem e desafios deixados pelo Papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude.

«Não nos podemos esquecer que o Escutismo também faz parte da Pastoral e temos que aproveitar o de bom que a JMJ nos trouxe porque nos uniu. Infelizmente, em algumas situações havia alguma fratura entre os grupos de jovens e os escuteiros e a Jornada aproximou-nos para que possamos fazer caminho em conjunto, com todos, todos, todos, como disse o Papa Francisco», referiu.

Organizada anualmente numa localidade diferente, a  Abertura Regional do Ano Escutista é uma atividade que congrega todos os escuteiros dos agrupamentos da Região de Braga, com o objetivo de celebrar em conjunto o início de um novo ano escutista.

A Região de Braga do CNE tem 254 agrupamentos distribuídos pelos 9 Núcleos: Barcelos, Braga, Cego do Maio, Fafe, Guimarães, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão e Vila Verde.

 

Acampamento Regional regressa em 2026

A atividade escutista de ontem, no centro de Vila Verde, marcou também o fim do mandato dos órgãos sociais da Região de Braga do CNE.

A nova equipa, eleita no dia 17 de setembro, vai tomar posse no dia 10 de outubro (terça-feira), às 21h30, na Capela Imaculada, no Seminário Menor de Braga.

Catarina Miranda foi reconduzida como Chefe Regional para mais um mandato de três anos, mas a Equipa teve uma renovação substancial e já iniciou um processo de auscultação dentro da região para projetar os próximos três anos.

«Temos uma responsabilidade muito grande. Estamos numa fase de auscultação. O que está definido até ao Natal é ouvirmos a Região, fazermos um processo de auscultação para definirmos o caminho que iremos trilhar, à luz do processo sinodal em curso», disse Catarina Miranda, referindo que os escuteiros estão prontos e também querem «caminhar juntos, fazer caminho em conjunto e de maneira a que todos se sintam confortáveis».

Nos planos desta nova Equipa está também a reedição do Acampamento Regional – ACAREG em 2026, ano em que termina o mandato.

Esta acampamento que junta todos os agrupamentos de escuteiros da Região não se realiza desde 2016. O último foi na ilha do Ermal, em Vieira do Minho.

«Em 2026, após dez anos, queremos voltar a fazê-lo. Estava previsto acontecer em 2020, mas a pandemia impediu que se realizasse e tivemos que prolongar o prazo do ACAREG», disse Catarina Miranda.

A localização ainda não está definida.  

A Região de Braga do CNE é a maior do país e foi onde o CNE nasceu, há um século.

Na organização da ARAE de 2023 a Junta Regional de Braga contou com a colaboração da Junta de Núcleo de Vila Verde e com o apoio da Câmara Municipal de Vila Verde a nível logístico.

«Estamos todos muito felizes por esta vida aqui na sede do concelho  e sobretudo no grupo de escuteiros que fez aqui uma atividade extraordinária.

A presidente da Câmara, Júlia Fernades, que esteve presente na celebração de abertura, ao início da tarde, e de manhã recebeu o Bispo Auxiliar de Braga, D. Delfim Gomes, numa sessão protocolar,  nos Paços do Concelho, expressou o «orgulho do  município» em receber a Abertura Regional do Ano Escutista.

A autarca destacou a «recetividade muito grande» das instituições e associações que proporcionaram «experiências únicas» aos escuteiros.

Esta interação, disse, permitiu também dar a conhecer o património do concelho e os usos e costumes das suas gentes.

«Estamos todos muito felizes por esta vida aqui na sede do concelho  e sobretudo no grupo de escuteiros que fez aqui uma atividade extraordinária e que no dia a dia põe em prática o lema “tornar o mundo melhor do que aquele que encontrámos”», acrescentou Júlia Fernandes.

Na abertura esteve também o arcipreste e pároco de Vila Verde, o padre Carlos Lopes, o Chefe do Núcleo de Vila Verde, António Lemos, entre outros dirigentes.