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CIM Alto Minho questiona Governo sobre demora no dinheiro para prejuízos de mau tempo

CIM Alto Minho questiona Governo sobre demora no dinheiro para prejuízos de mau tempo
Fotografia Lusa

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 09 de agosto de 2023, às 14:01

Os autarcas querem “clarificar se as candidaturas foram aprovadas e qual a verba que cabe a cada município”.

A Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM) vai enviar à ministra da Coesão Territorial um ofício para saber se foram aprovadas as candidaturas municipais a verbas para reparar os prejuízos do mau tempo de janeiro, revelou esta quarta-feira o presidente.

Em declarações à Lusa, Manoel Batista explicou que a decisão foi tomada na segunda-feira, na reunião do Conselho Intermunicipal do Alto Minho, composto pelos dez presidentes de câmara de cada um dos municípios da CIM. Os autarcas querem “clarificar se as candidaturas foram aprovadas e qual a verba que cabe a cada município”, explicou o também presidente da Câmara de Melgaço.

Manoel Batista disse que a CIM “não tem informação sobre as candidaturas” e que “não chegou nada” aos municípios mais afetados pelo mau tempo de 1 de janeiro – Caminha, Valença, Vila Nova de Cerveira e Viana do Castelo. “A informação que foi dada há um mês foi que o dinheiro viria a breve trecho”, observou o presidente da CIM, referindo que “os instrumentos financeiros ainda não estarão disponíveis para as autarquias”. Daí o oficio a enviar à ministra, numa tentativa de “acelerar o processo”, explicou.

O presidente da Câmara de Caminha (PS) alertou esta quarta-feira que “continua sem chegar” ao concelho o dinheiro prometido pelo Governo para recuperar os prejuízos do mau tempo de 1 de janeiro que se fez sentir na região. O presidente da autarquia do distrito de Viana do Castelo notou que ainda nem houve resposta às candidaturas apresentadas para financiamento dos prejuízos, que em Caminha são superiores a “13 milhões de euros”. “Passados sete meses, o Estado não deu resposta à população. Não se sabe que candidaturas foram aprovadas, se chega o dinheiro ou quando chega”, lamentou o autarca.

Em janeiro, após a reunião do Conselho de Ministros, a ministra da Coesão Territorial indicou existirem, por todo o país, prejuízos de 293 milhões de euros devido à chuva intensa de dezembro e janeiro, referindo que o Governo ia conceder apoios de 185 milhões de euros.

A Comunidade Intermunicipal (CIM) no Alto Minho contabilizou, no início de janeiro, em 20 milhões de euros os prejuízos provocados pelo mau tempo no primeiro dia do ano. Também em janeiro, o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) contabilizou os prejuízos causados pelo mau tempo em dezembro e janeiro nos 60,5 milhões de euros, excluindo o setor privado,

A Lusa contactou a CCDR-N e o ministério da Coesão Territorial, mas até ao momento não recebeu resposta.