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Pescadores de Vila Praia de Âncora esperam rapidez na reconfiguração do portinho

Pescadores de Vila Praia de Âncora esperam rapidez na reconfiguração do portinho
Fotografia DR

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 20 de junho de 2023, às 13:41

Carlos Sampaio espera não ter de esperar 12 anos para a sua concretização.

O vice-presidente da Associação de Pescadores de Vila Praia de Âncora, em Caminha, congratulou-se esta terça-feira com a apresentação do estudo de reconfiguração do portinho de pesca. Espera não ter de esperar 12 anos para a sua concretização.

Contactado pela Lusa, a propósito da apresentação pública daquele trabalho técnico marcada para 6 de julho, Carlos Sampaio afirmou que representa “o culminar de 12 anos de trabalho para corrigir as falhas técnicas detetadas após a sua construção”. “Desde a sua construção, já foram realizadas oito operações de desassoreamento e foram gastos mais de cinco milhões de euros com dragagens. Além disso, os dois molhes do porto impedem a movimentação de sedimentos para o sul da praia da Gelfa, destruindo as dunas dos Caldeirões”, apontou.

O responsável disse esperar que “não sejam precisos mais 12 anos para arranjar dinheiro para a reconfiguração do portinho, porque o mais difícil está feito”. “Agora temos de arregaçar as mangas e acredito que, juntamente com os pescadores, com os grandes armadores, com a autarquia, provaremos à Direção Geral dos Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) e ao ministro da Economia e das Finanças que o nosso porto de mar tem capacidade e é estratégico para o concelho. Se sensibilizarmos o Governo vamos conseguir financiamento, obviamente, com o apoio de Bruxelas. Todos juntos conseguiremos”, frisou.

Com a implementação da melhor proposta do estudo, adiantou, “vai ser possível aumentar o número de postos de trabalho, aumentar a frota de pesca e trazer mais barcos”. “Vila Praia de Âncora tem a maior frota de pesca de espadarte e atum. Atualmente, devido à falta de condições do portinho, os armadores descarregam o pescado, em Vigo, na Galiza. Os impostos ficam todos em Espanha. Temos de criar condições para irmos buscar esse dinheiro”, afirmou.

Em julho de 2021, o então ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, assinou em Vila Praia de Âncora um contrato que permitiu assegurar dragagens até 2023, até à conclusão do estudo de reconfiguração do portinho, financiado pelo programa Mar 2020.

O assoreamento no portinho de Vila Praia de Âncora, que conta com pouco mais de 20 embarcações de pesca tradicional e uma centena de pescadores, é um problema recorrente devido à configuração do portinho, construído há mais de uma década. Estima-se que a atividade piscatória envolva perto de 200 pessoas em Vila Praia de Âncora, da pesca propriamente dita à venda e ou à restauração.