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Utentes da Margem Sul fazem buzinão contra preços dos combustíveis

Utentes da Margem Sul fazem buzinão contra preços dos combustíveis
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Publicado em 15 de março de 2022, às 10:14

Pedem ao Governo que tome medidas urgentes.

Os utentes de transportes da Margem Sul estão hoje de manhã a realizar um buzinão na ponte 25 de Abril em protesto contra o aumento dos preços dos combustíveis e para pedir ao Governo que tome medidas urgentes.

Em declarações à agência Lusa cerca das 09:00, Luísa Ramos, da Comissão de Utentes de Transportes da Margem Sul (território do distrito de Setúbal, na região de Lisboa, a sul do rio Tejo), sublinhou que os aumentos dos preços “exorbitantes” dos combustíveis têm de ser "travados", destacando que vão ter reflexos nos transportes rodoviários de passageiros, como já acontece com os bens de primeira necessidade.

“O Governo tem permitido uma escalada injustificável do aumento dos preços. O Governo não pode continuar com medidas paliativas, pois a causa de todos os males é o poder que as gasolineiras têm de subir e descer os preços dos combustíveis”, disse.

Para Luísa Ramos, a atual situação decorre da “recusa do Governo de enfrentar os interesses das petrolíferas e de quem faz da especulação e exploração a fonte dos seus lucros exorbitantes”.

“Pedimos ao Governo que tome medidas, que baixe e regule o preço dos combustíveis”, disse.

A ponte 25 de Abril já tinha sido palco de um buzinão na segunda-feira contra o aumento do preço dos combustíveis.

A Associação Democrática de Utentes da Ponte 25 de Abril realizou a iniciativa contra o aumento “galopante” do preço dos combustíveis e pediu medidas urgentes ao Governo.

Os preços dos combustíveis dispararam nas últimas semanas, tanto nos Estados Unidos da América como na Europa, atingindo os níveis mais altos da última década, devido aos receios de uma redução na oferta, provocada pela invasão russa da Ucrânia.

Em Portugal, o gasóleo sofreu na semana passada um agravamento superior a 14 cêntimos por litro, enquanto a gasolina ficou cerca de oito cêntimos mais cara, antes de um novo aumento esta semana.


Autor: Redação/Lusa