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Um debate de 25 minutos no parlamento, contra e a favor dos ‘rankings’ das escolas

Um debate de 25 minutos no parlamento, contra e a favor dos ‘rankings’ das escolas
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Publicado em 07 de fevereiro de 2018, às 18:06

O parlamento discutiu hoje, durante 25 minutos, os ‘rankings’ das escolas, num debate aberto pelo PS a defender que são números para analisar e em que foi criticado à direita e à esquerda. 

Numa declaração política em nome do PS, o deputado Porfírio Silva afirmou que os “‘rankings’ dizem meias verdades, e a meia verdade pode ser uma mentira, mas devem ser analisados”.

Estes ‘rankings’ são usados, “infelizmente como propaganda” como “arma de arremesso” pelas “escolas privadas contra a escola pública” e não como “um instrumento de facilitismo, num olhar curto e imediatista”, disse.

E deu um bom exemplo, de um “‘ranking’ do sucesso”, a partir de um indicador que “não valoriza só as notas positivas nos exames, mas também os percursos sem retenções”.

Depois, vieram as questões, primeiro, do PSD, através de Nilza de Sena, que perguntou por que motivo “o PS tem medo” dos ‘rankings’” e porque não “acaba com eles”.

Mais à direita, Ana Rita Bessa, do CDS-PP, até estranhou a intervenção de Porfírio Silva e levantou a questão da falta de pessoal assistente nas escolas, fator que não é tratado nos ‘rankings’ e de que culpou o Ministério da Educação.

Ana Mesquita, do PCP, foi a primeira a dizer que estas listas elaboradas anualmente pelo Governo só servem os interesses dos privados, escolas e centros de explicações, e não valorizam a “rede pública de escola”.

As escolas privadas, lembrou a parlamentar comunista, têm o poder de escolher os seus alunos e as públicas não.

Heloísa Apolónia, do PEV, foi dura, ao considerar os ‘rankings’ estigmatizantes e “um absurdo”, recordando a falta de investimento da escola que ficou em último lugar, na Baixa da Banheira, Setúbal, e que “há anos está à espera” da construção de um pavilhão.

Igualmente crítica foi a deputada Joana Mortágua, do BE, atacando a simplificação desta seriação de dados, insistindo na tese de que os ‘rankings’ “serão sempre propaganda para as escolas privadas”.

Porfírio Silva respondeu que não é o Ministério da Educação a fazer os ‘rankings’, embora forneça os dados que os órgãos de informação tratam anualmente, recusando qualquer medo dos números ou em analisar esses números.


Autor: Lusa