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Presidente da República diz que o Estado não se imiscui na participação de cidadãos portugueses na guerra

Presidente da República diz que o Estado não se imiscui na participação de cidadãos portugueses na guerra
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Publicado em 20 de março de 2022, às 17:33

Marcelo Rebelo de Sousa está em Moçambique.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou hoje, em Moçambique, que a participação de cidadãos portugueses na guerra na Ucrânia "é uma realidade em que o Estado não se imiscui".

Segundo o chefe de Estado, que falava aos jornalistas num hotel de Maputo, "no momento em que se imiscuísse haveria logo a especulação sobre se havia ou não da parte do Estado português, que é um Estado da NATO, uma intervenção no terreno na Ucrânia".

"E isso está afastado, isso está afastado", frisou.

Marcelo Rebelo de Sousa escusou-se a comentar a decisão judicial que permitiu que o neonazi Mário Machado deixasse de cumprir a medida de coação de ​​​​​​apresentações periódicas às autoridades, para se deslocar à Ucrânia. "Não tenho de me pronunciar sobre essa questão", disse.

Interrogado se o Estado não se está a imiscuir quando há decisões judiciais como essa, o Presidente da República respondeu: "Isso é o poder judicial, não é propriamente o Estado. Nem o Presidente, nem a Assembleia da República, nem o Governo, nem a Administração [Pública], nem naturalmente as atividades da Defesa".

Questionado em termos gerais sobre a participação de cidadãos portugueses, por sua iniciativa, em conflitos como o da Ucrânia, o Presidente da República não quis dar a sua opinião.

"Eu não queria pronunciar-me sobre isso. Isso significa estar a discutir a questão dos chamados voluntários ou grupos de cidadãos que intervêm por sua iniciativa e com enquadramentos diversos. Como compreendem, é uma realidade em que o Estado não se imiscui", justificou.


Autor: Redação/Lusa