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Portugal é o 10.º país da UE com mais jovens estudantes fora do mercado de trabalho

Portugal é o 10.º país da UE com mais jovens estudantes fora do mercado de trabalho
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Publicado em 29 de agosto de 2022, às 15:52

Em 2021, 86,9% dos estudantes entre os 15 e os 29 anos estava fora do mercado de trabalho.

Portugal era, em 2021, o décimo país da União Europeia (UE) com mais jovens estudantes dos 15 aos 29 anos fora do mercado de trabalho, segundo dados do Eurostat. Este número equivale a uma percentagem de 86,9%, acima da média comunitária de 73,4%.

Os dados divulgados pelo gabinete estatístico da UE, o Eurostat, revelam que, no ano passado, 86,9% dos jovens estudantes portugueses, dos 15 aos 29 anos, não trabalhava, sendo que outros 10,3% estavam empregados e 2,9% desempregados. No conjunto da UE, 23% dos jovens no ensino formal estavam também empregados, enquanto 3% estavam à procura de emprego e disponíveis para começar a trabalhar. No entanto, a maioria dos jovens estudantes europeus (73%) estava fora da força de trabalho (nem empregados nem desempregados).

Com percentagens mais altas do que Portugal de jovens estudantes sem trabalho estavam, em 2021, a Roménia (97,4%), Eslováquia (95,4%), Bulgária (94,2%), Hungria (94%), Croácia (92,5%), Itália (92%), Grécia (91,8%), República Checa (91,2%) e a Polónia (87,1%). Pelo contrário, a Holanda tinha, no ano passado, a maior percentagem de estudantes entre os 15 e os 29 anos que estavam empregados enquanto ainda estavam a estudar (70%), seguida pela Dinamarca (49%) e Alemanha (42%).

Nestes dados, o Eurostat observa que “a rapidez com que os jovens transitam da educação para o mercado de trabalho varia muito entre os Estados-membros da UE”. Em alguns países, avança o gabinete estatístico, os jovens começam a trabalhar, por exemplo, sob a forma de trabalho a tempo parcial, de fim de semana ou de estudantes, enquanto ainda participam no ensino formal.


Autor: Redação/Lusa