O Movimento Associativo Estudantil Nacional do Ensino Superior esteve reunido no fim de semana na Aula Magna do Instituto Politécnico de Viseu, em sede de Encontro Nacional de Direções Associativas (ENDA). No encontro, propôs a criação de um mecanismo nacional especializado e gabinetes de âmbito regional para denuncias anónimas de assédio sexual ou discriminação nas instituições.
A proposta chega numa altura em que têm vindo a ser relatados diversos casos de assédio em instituições de ensino superior. Assim, no encontro em que se debateram várias áreas deste nível de ensino, o Movimento pediu “um mecanismo nacional especializado e respetivos gabinetes de âmbito regional para que os estudantes que se sentem vítimas de assédio ou discriminação possam denunciar anonimamente”. Pretendem ainda que se realize um estudo sobre assédios moral e sexual nas academias, a implementação de obrigatoriedade de um Código Ético de Conduta Académica em todas as instituições e a inclusão de ações preventivas.
Os alunos apresentaram ainda propostas de alterações do Regulamento de Bolsas a Estudantes do Ensino Superior, solicitaram a garantia de financiamento para a criação e manutenção de Gabinetes de Apoio Psicológico e exigiram a definição clara de critérios para alertar para o insucesso escolar. Em relação ao Financiamento do Ensino Superior, foi pedido um aumento da dotação financeira às instituições de ensino superior em sede de Orçamento de Estado e a revisão do modelo de financiamento das mesmas.
Durante o fim de semana, as associações académicas de Coimbra, Açores, Algarve, Aveiro, Beira Interior, Évora, Madeira, Minho e Trás-os-Montes e Alto Douro abandonaram o Encontro Nacional de Dirigentes Associativos (ENDA), que reúne o movimento associativo nacional dos estudantes do ensino superior. A decisão foi tomada em protesto contra aquilo que consideram ser um modelo de fórum “centralizador”, que favorece as federações associativas, revelaram à Lusa.
“O ENDA não pode ser um espaço onde as associações que representam 25% dos estudantes de todo o ensino superior a nível nacional equivalem a menos de 10% da votação. Infelizmente, o atual modelo, fortemente centralizador e federalista, marcado por discussões que se tornam, por vezes, demagogas e vazias, proporcionadas por jogos de interesse, não cumpre os seus princípios”, lê-se no comunicado.
Autor: Redação/Lusa
Movimento Estudantil quer criar mecanismo nacional para denúncias anónimas de assédio
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Publicado em 06 de junho de 2022, às 09:36